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Mundo

Berlim investe em diálogo com países islâmicos

Gunter Mulack, encarregado do Ministério do Exterior para questões islâmicas, fala à DW-WORLD sobre os canais de diálogo com o mundo muçulmano.

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Mulack enfrenta desafio de estreitar relações com mundo islâmico

Em reação à onda de terrorismo nos últimos anos, as autoridades alemãs de segurança redobraram os esforços para vigiar melhor uma minoria de extremistas entre os três milhões de muçulmanos que vivem na Alemanha. Mas também desde os atentados de 11 de setembro, o diálogo com o mundo islâmico se tornou outra prioridade alemã.

No Ministério do Exterior se criou até mesmo um cargo só para isso, assumido por Gunter Mulack, diplomata com longa experiência no Oriente Médio. Sua tarefa é coordenar e fomentar o diálogo com o mundo islâmico. Seu principal desafio é combater os preconceitos cada vez mais propagados, sobretudo desde os atentados de 11 de setembro e desde as guerras do Afeganistão e no Iraque.

Ocidente sem prestígio

"O diálogo com o mundo islâmico se tornou mais importante, mas também mais difícil. Sobretudo entre os árabes, mas no mundo islâmico em geral, os efeitos da política norte-americana, os acontecimentos no Iraque e a situação nos territórios palestinos levaram a uma grande frustração", comenta Mulack, lembrando que tudo isso prejudicou sensivelmente a credibilidade do Ocidente.

Não são os muçulmanos em geral, mas sim os demagogos dentro do mundo islâmico que pintam uma imagem de luta intercultural e se referem ao Ocidente como um inimigo pretensamente intolerante em relação ao islamismo e interessado em dominação. Mas não são apenas Osama Bin Laden e seus seguidores que argumentam assim, e sim círculos considerados mais moderados no mundo islâmico.

Europa sob a sombra dos EUA

Mulack afirma que são poucos os muçulmanos que distinguem as posições dos diversos países do Ocidente, sobretudo no que toca aos acontecimentos nos territórios palestinos, em Gaza. A amizade e as estreitas relações com os Estados Unidos realmente impedem a Alemanha de divergir da política de Washington no Oriente Médio, apesar de haver diversos pontos em que a Europa ou Berlim se afastam da posição norte-americana. Por outro lado, há quem reconheça positivamente a Alemanha e a França como oponentes da guerra no Iraque e considere ambos os países amigos, segundo garante Mulack.

Para Mulack, o importante é não se limitar a conversas, conferências e negociações que certamente não sairão do papel, e sim partir para a ação. Isso incluiria cooperação no âmbito universitário, intercâmbio de jovens, projetos direcionados a mulheres e à sociedade civil. O Ministério do Exterior tem uma seção integrada apenas por profundos conhecedores da cultura islâmica. Os projetos incluem desde o contato direto com os países islâmicos em questão até programas de intercâmbio cultural, passando por iniciativas como o portal de Internet qantara.de, do qual a Deutsche Welle também faz parte.

Diálogo é trabalho para gerações

Nem sempre é possível medir o êxito de tais medidas, confirma Mulack: "O sucesso depende naturalmente do país em questão, sobretudo da sociedade civil. Em países como o Irã, com uma forma de governo islâmico, por exemplo, a cooperação com universidades é surpreendemente melhor do que em certas nações do mundo árabe. Mas se não houver uma sociedade civil e tudo depender do nível estatal, a cooperação pode se tornar extremamente difícil."

Mulack acredita que o desenvolvimento sistemático de tais projetos poderá desencadear mudanças no mundo islâmico a longo prazo. Ele lembra que a modernização do Oriente Médio exige tempo e representa uma tarefa de diversas gerações. Mas, se não se iniciar isso agora, dificilmente se poderá cumprir esta missão, lembra o diplomata.

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