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Mundo

Berlim faz nova proposta de paz para o Oriente Médio

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, apresentou uma nova iniciativa para os esforços de paz no Oriente Médio.

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Ministro Joschka Fischer diante de retratos do gabinete em Berlim

O Ministério das Relações Exteriores em Berlim confirmou, nesta quarta-feira (10), a informação divulgada pelo jornal "Financial Times" de Londres, dando conta de que o político do Partido Verde apresentou o plano ao chamado "Quarteto para O Oriente Médio", formado pelos Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU.

O ponto principal do plano que visa acabar com o conflito sangrento entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) é a nomeação de um encarregado do Conselho de Segurança da ONU, que deverá vigiar as reformas da ANP, presidida por Yasser Arafat. A proposta de Fischer prevê um processo político em três etapas a serem concluídas em 2005.

Uma porta-voz do Ministério confirmou que o plano do governo alemão foi apresentado em Bruxelas, na terça-feira (9), num encontro de trabalho da União Européia, tendo em vista a conferência do quarteto em Nova York, na segunda-feira (15). O documento de quatro páginas foi entregue ao encarregado da política externa da UE, Javier Solana, ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ao encarregado dos EUA para o Oriente Médio, William Burns, e ao ministro russo do Exterior, Igor Ivanov.

Em seu último discurso sobre a política dos EUA para a região conturbada, o presidente George W. Bush condicionou a criação de um Estado palestino a reformas políticas na ANP. Como condição ele citou um novo líder que não seja comprometido com o terrorismo, o que significaria o afastamento do presidente Arafat.

Bush exigiu, ao mesmo tempo, a paralisação das construções de colônias judaicas e uma retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos ocupados.

A exigência de Bush para Arafat deixar o poder enfrenta sérias resistências na União Européia. O chefe da diplomacia alemã, Fischer, que é "doutor honoris causa" da Universidade de Haifa pelos seus insistentes esforços de paz para o Oriente Médio, acha que só compete ao povo palestino decidir sobre o destino do seu presidente e através de eleições livres.