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Mundo

Berlim exige soberania da ONU no Iraque

Atentado devastador contra os xiitas, em Najaf, engrossa coro para que os EUA passem a soberania no Iraque à ONU. Berlim também vê necessidade de recuo dos americanos como chance de segurança e estabilidade.

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Mesquita dos xiitas destruída em Najaf

O governo alemão acha que ainda não é tarde demais para os Estados Unidos mudarem a sua política e passarem o controle sobre a reconstrução do Iraque para as Nações Unidas. Enquanto isso não acontecer, a Alemanha se manterá reservada e negará apoio às forças de ocupação.

Aliás, Berlim não tem plano algum de engajamento militar no Iraque, como esclareceu o vice-porta-voz do gabinete social-democrata (SPD) e verde, Thomas Steg, em função da proposta feita pela presidenta do Partido Verde, governista, Angelika Beer, para que fosse examinada uma ação militar no Iraque, no caso de a ONU tomar as rédeas no país.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, já havia criticado, no último fim de semana, a política dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Estas forças de ocupação não oferecem perspectivas para os iraquianos retomarem o seu destino nas próprias mãos, segundo o político do Partido Verde. Agora, o porta-voz Steg esclareceu o que Berlim quer: mais responsabilidade e administração própria e, por conseguinte, o restabelecimento da soberania dos iraquianos, sob os auspícios da ONU.

Interesse elementar - "Consideramos que todos os Estados na comunidade internacional interessados na estabilidade e reconstrução do Iraque devem preparar esse processo, como preparativo para um mandato da ONU ou com base numa resolução do Conselho de Segurança", disse o porta-voz. O governo alemão tem um interesse elementar numa estabilização e reconstrução do Iraque, já presta forte ajuda humanitária e está disposto a participar da reconstrução do país, tão logo haja planos concretos, esclareceu Steg. No mais, a discussão sobre o envio de tropas ao Iraque é um debate enganoso, segundo ele, até porque os americanos não pediram tal ajuda.

Todos os partidos políticos alemães acompanham com grande preocupação os acontecimentos no Iraque, mas poucos políticos acreditam que os EUA e a Grã-Bretanha vão entregar a administração do país à ONU, como gostaria o gabinete do chanceler federal Gerhard Schröder.

Eixo Berlim-Paris - A situação explosiva no Iraque lança a questão sobre um engajamento de tropas de países da União Européia, que se dividiu profundamente no conflito. Alemanha e França entraram em crise com os EUA com sua rejeição categórica à guerra. Há poucos dias, o presidente francês, Jacques Chirac, sugeriu que a comunidade internacional ajudasse os aflitos americanos no Iraque, com mandato da ONU, mas deixou em aberto um engajamento da França. Schröder e Chirac vão discutir a questão no seu encontro em Dresden, na quinta-feira (4).

A França quer um papel na política mundial e com uma tropa no Iraque marcaria ponto contra os americanos, avalia Henrik Uterwedde, do Instituto Teuto-Francês de Ludwigsburg. Ele não vê ameaça de conflito com a Alemanha, que rejeita terminantemente uma participação militar. Politicamente, Berlim e Paris não estão muito distantes. E, militarmente, a Alemanha pode manter-se afastada com o argumento que é o seu forte engajamento no Afeganistão e em outros países, depois de 11 de setembro de 2001.

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