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Mundo

Berlim e Roma pedem que Europa combata tráfico humano

Na véspera da cúpula da UE sobre refugiados no Mediterrâneo, governo alemão defende aumento de verbas para resgates marítimos. Premiê italiano afirma que bloco precisa agir mais ostensivamente contra imigração ilegal.

Na véspera da cúpula extraordinária da União Europeia sobre o drama dos refugiados no Mediterrâneo, os governos de Alemanha e Itália exigiram uma ação conjunta do bloco para a questão da imigração ilegal e contra o tráfico de pessoas na África.

O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, mencionou no Parlamento alemão a proposta da Comissão Europeia de duplicação das verbas de resgate a náufragos. "Pode também ser três vezes maior", observou o político.

Ele afirmou, ainda, que a Europa não pode acolher todos os refugiados africanos. "Se é certo que a Europa não pode se isolar, também é certo que a Europa não pode acolher a todos os refugiados que chegam. Nenhuma das duas opções funcionam", frisou.

Além disso, o ministro destacou a importância de "estabilizar a região" de onde procedem a maioria dos refugiados: Norte da África, África Subsaariana e Oriente Médio. "Devemos fazer tudo isso com Europa e pela Europa", concluiu Maizière.

Assim como Maizière, o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, pediu uma "distribuição equitativa" dos refugiados na Europa.

Já o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, afirmou, em discurso no Parlamento, em Roma, que a UE precisa, com apoio da ONU, agir de forma mais ostensiva contra a imigração ilegal nos países de origem dos refugiados.

Ele disse estar confiante de que a UE consiga uma mudança de curso de sucesso em relação ao problema dos imigrantes. E exigiu uma ação conjunta da União Europeia contra o tráfico de pessoas na África.

Os líderes da UE debatem nesta quinta-feira, em Bruxelas, sobre consequências do recente desastre no Mediterrâneo, no qual se estima que até 900 pessoas possam ter morrido em ao viajarem da Líbia para a Itália.

MD/efe/rtr

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