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Mundo

Berlim e Paris pela Turquia

Pela vontade do chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, e do presidente da França, Jacques Chirac, a Turquia deve obter da iminente cúpula européia perspectivas concretas de ingresso na União Européia.

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Gerhard Schröder (esq.) e Jacques Chirac querem perspectivas concretas para Ancara

Os governos alemão e francês vão elaborar a sua posição conjunta, nos próximos dias, pela qual os chefes de Estado e de governo dos outros 13 países-membros devem dar "um sinal claro" à Turquia", em seu encontro na semana que vem, em Copenhague, conforme anunciou Schröder.

Depois de informados sobre a posição teuto-francesa, os demais líderes europeus vão decidir se dão uma data para o início das negociações com a Turquia, como quer o chefe de governo alemão, ou se apenas fixam uma data para anunciar a data para conversações com Ancara.

Em sua última conferência de cúpula em Bruxelas, em outubro, os chefes de Estado e de governo se recusaram a mencionar uma data. Mas agora Schröder se mostra otimista com a possibilidade de a conduta conjunta dos dois países que formam o eixo da UE (Alemanha e França) ser bem sucedida na cúpula de Copenhague.

Resistência interna

No âmbito interno, o chefe de governo alemão conta com uma resistência feroz da oposição conservadora e, conforme uma pesquisa de opinião pública do Instituto Forsa encomendada pela revista Stern, de 46% da população a uma aceitação da Turquia na comunidade européia. Numa decisão inédita, o maior partido de oposição CDU aprovou, em sua última convenção nacional, um não categórico a uma integração de Ancara na comunidade européia. Os democrata-cristãos voltaram a criticar duramente a posição do governo no debate de quarta-feira (04) sobre o orçamento da União. O Parlamento rejeitou, porém, uma proposição da bancada conjunta dos democrata-cristãos e social-cristãos para que a cúpula da UE desistisse da Turquia. O Partido Liberal alemão também desaconselhou falsas esperanças à nação turca.

Aliado contra o terrorismo

Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, do Partido Verde, destacou que na luta contra o terrorismo internacional é importante ter como parceiro um país islâmico a caminho da democracia, do Estado de direito e da economia de mercado, como a Turquia. Do contrário, persistiria o perigo de um novo potencial de ameaças terroristas.

A Turquia tem um forte aliado nos seus esforços para ingressar na UE: os Estados Unidos. Interessado nas bases militares turcas para, a partir delas, bombardear o Iraque numa possível intervenção armada para desarmar e destituir o regime do ditador Saddam Hussein, o governo do presidente George W. Bush vem pressionando os aliados da UE para aceitar Ancara como futuro parceiro. Como membro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Turquia sempre foi um aliado útil dos EUA nas ofensivas contra o Iraque, desde a Guerra do Golfo em 1990.

Nos seus esforços para ser aceito no exclusivo clube dos ricos europeus e visando silenciar as críticas às violações dos direitos humanos no país, Ancara introduziu algumas reformas, como a revogação da pena de morte e algumas concessões à minoria étnica curda.

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