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Mundo

Berlim e Paris de novo contra EUA

Alemanha e França permanecem na contramão da política dos EUA para o Iraque. Gerhard Schröder e Jacques Chirac rejeitaram a proposta de Washington para envio de uma tropa da ONU sob comando americano.

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Schröder (dir.) e Chirac rejeitam proposta de resolução americana

Os governos alemão e francês estão em crise com a superpotência mundial americana desde que disseram um não categórico à guerra no Iraque. Indignado com a falta de apoio dos antigos aliados, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, xingou Alemanha e França de "velha Europa". E agora ambos rejeitaram o projeto de resolução anunciado pelo secretário de Estado americano, Colin Powell, para a criação de uma tropa multilateral para pacificar o Iraque.

O eixo Berlim-Paris já havia exigido um papel mais forte das Nações Unidas na pacificação e reconstrução do Iraque, mas rejeitou esse papel nos termos que a Casa Branca planeja propor nos próximos dias ao Conselho de Segurança em Nova York. O projeto de resolução não seria dinâmico nem suficientemente abrangente, disse o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, concordando com o presidente francês, Jacques Chirac, após o encontro que tiveram em Dresden, nesta quinta-feira (4). Para Chirac, o projeto ainda parece longe da meta prioritária de entregar a administração do Iraque aos iraquianos.

Em sintonia - Schröder e Chirac ponderaram, todavia, que ainda vão analisar a iniciativa americana e sintonizar suas posições sobre a questão. Nenhum deles disse textualmente, mas um dos principais motivos do seu ceticismo com a iniciativa dos EUA é o comando americano previsto para a tropa de diversos membros da ONU. Sob esta condição, dificilmente a Alemanha enviará soldados ao Iraque. O chefe de governo alemão voltou a exigir que as Nações Unidas assumam um papel de liderança política no Iraque.

Na medida em que cresce o número de soldados americanos mortos em atentados e o volume de suas despesas no Iraque, os Estados Unidos aumentam suas pressões por envio de tropas de outros membros da ONU. Mas, para Schröder, a questão agora é dar perspectivas de estabilização e democratização no Iraque. E estas perspectivas só podem ser bem sucedidas se a ONU assumir o processo político, disse ele em Dresden. Na sua opinião, é especialmente importante instalar um governo iraquiano que se responsabilize pelo funcionamento do país.

Apoio popular e pressão americana - Schröder tem se empenhado muito para ampliar o apoio das Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) na pacificação e reconstrução do Afeganistão, mas sempre desconversou quando questionado sobre o envio de soldados alemães ao Iraque. Nisso tem o apoio da grande maioria dos alemães, que se opôs à guerra para destituir o regime de Saddam Hussein, a pretexto de ameaças de armas de destruição em massa não encontradas até hoje.

O jornal Leipziger Volkszeitung divulgou que os EUA e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pressionaram a Alemanha para decidir ainda no outono europeu sobre uma contribuição para a reconstrução do Iraque. Quase semanalmente, o secretário-geral da OTAN, o britânico George Robertson, urge Berlim a não negar uma participação da Bundeswehr num comando militar da organização transatlântica no Iraque.

No gabinete social-democrata e verde predomina, todavia, a opinião de que a Alemanha está dando sua contribuição com farta ajuda humanitária.

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