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Mundo

Berlim e Moscou discordam sobre futuro de Kaliningrado

O futuro do enclave Kaliningrado, após a ampliação da União Européia é o tema mais polêmico entre o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta segunda-feira (10).

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Gerhard Schröder (e) e Vladimir Putin (d) discutem sobre o futuro dos habitantes do enclave São Petersburgo

A primeira conversa entre Schröder e Putin, em São Petersburgo, foi à margem da conferência de cúpula do Conselho do Mar Báltico. No castelo Pavlovsk, uma das residências dos czares do século 18, os dois políticos prosseguiram o diálogo sobre a aproximação da Rússia à UE e OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Em função de uma mudança de plano no último momento, o presidente da Ucrânia, Leonid Kutschma, também juntou-se ao encontro.

O chefe de governo alemão rejeita a proposta do presidente russo para a UE criar um corredor de trânsito da Rússia para Kaliningrado. Os chefes de Estado e de governo vão continuar a procurar uma solução para o problema, disse Schröder antes da conferência de cúpula do Conselho do Mar Báltico. A Alemanha é um dos grandes advogados da Rússia na UE. Schröder e Putin, ligados por amizade pessoal, já se encontraram mais de 12 vezes nos últimos dois anos.

Antes de encontrar Schröder, Putin prometeu fazer tudo para proteger os direitos dos habitantes do enclave Kaliningrado, também após a ampliação da União Européia. Ele disse que os direitos democráticos e as liberdades da população local estão garantidos na Constituição russa. Os habitantes de Kaliningrado gozam de liberdade de trânsito nos países vizinhos Polônia e Lituânia, mas a UE quer mudar isso depois de sua ampliação para o Leste Europeu, contra a resistência da Rússia.

Putin defendeu a criação de um corredor de trânsito argumentando que mesmo durante a Guerra Fria foram encontradas soluções para problemas semelhantes na Berlim dividida e que a Rússia jamais permitiria uma violação da sua soberania. As exigências de visto devem ser iguais para todos os cidadãos russos, independente do lugar onde eles vivem, disse o presidente. O primeiro-ministro russo, Michail Kasianov, tentou dissipar os temores dos países vizinhos de Kaliningrado, dizendo que a criminalidade no enclave não seria maior.

Outros temas dos líderes do Conselho do Mar Báltico é um relatório esperado sobre o crime organizado na região, os preparativos para uma cúpula, na África do Sul, sobre o desenvolvimento sustentado e o combate a doenças infecciosas. Além da Alemanha e Rússia, o Conselho é integrado pela Dinamarca, Estônia, Finlândia, Islândia, Letônia, Lituânia, Noruega, Polônia, Suécia e também a Comissão da União Européia.