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Economia

Berlim deve estourar déficit público também em 2005

Seis institutos de pesquisas econômicas prevêem um novo conflito da Alemanha com o Pacto de Estabilidade no ano que vem. O déficit público deverá ultrapassar o limite de 3% do PIB pela quarta vez consecutiva.

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Previsão de déficit é a "bomba" do relatório apresentado em Berlim

Se o tradicional relatório de primavera dos seis principais institutos de pesquisa econômica da Alemanha confirmou a previsão de crescimento do governo alemão, trouxe também uma nova dor de cabeça para o chanceler alemão Gerhard Schröder e seu gabinete: o prognóstico de que o déficit público será de 3,5% do PIB em 2005. A mesma porcentagem está prevista para este ano. Com isso, a Alemanha ultrapassaria o limite estabelecido pelo Pacto de Estabilidade da zona do euro (3%) pela quarta vez consecutiva.

Nesse aspecto, os analistas dos institutos DIW,de Berlim, HWWA, de Hamburgo, Ifo, de Munique, IfW, de Kiel, IWH, de Halle, e RWI, de Essen, foram bem mais pessimistas do que a Comissão Européia. Bruxelas estimou em 2,8% o déficit de Berlim no ano que vem, com o que o país respeitaria o limite do pacto pela primeira vez desde 2001. O ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, garantiu à Comissão um déficit conforme os critérios de estabilidade.

Para atingir seu objetivo, Eichel teria que amarrar um novo pacote de contenção de gastos no valor de 12 bilhões de euros. Em 2004, os institutos contam com um déficit de 3,7% (80 bilhões de euros). Em 2005, o "buraco" seria de 79 bilhões de euros.

Embora a arrecadação deva aumentar 1% este ano, a situação orçamentária não irá melhorar muito devido ao alívio da carga fiscal para empresas e consumidores. Também as contribuições para a seguridade social terão um aumento insignificante, não contribuindo para tapar sua parte no buraco. Os institutos criticaram a falta de uma política financeira clara, mas não foram unânimes ao sugerir soluções para a crise.

No mais, o relatório econômico faz as seguintes previsões:

Crescimento: O PIB (Produto Interno Bruto) alemão deverá crescer 1,5% tanto em 2004 como em 2005. Em seu prognóstico anterior, de outubro de 2003, os analistas previram uma taxa de crescimento de 1,7% para 2004.

Mercado de trabalho: A ativação da conjuntura ainda é muito fraca para provocar melhoras visíveis no mercado de trabalho. O número médio de desempregados em 2004 deverá ser de 4,33 milhões, caindo para 4,27 milhões, em 2005. Com isso, a taxa de desemprego seria, respectivamente, de 10,2% e 10,1%.

Política monetária: O Banco Central Europeu (BCE) incentivou a recuperação da conjuntura na zona do euro através de juros baixos. Os institutos acreditam na iminência de uma mudança mundial dos juros. No entanto, consideram que o BCE deveria manter a atual taxa de juros de 2%, enquanto a conjuntura continuar se recuperando tão lentamente quanto apontam as previsões.

Ampliação da UE: Os aspectos positivos serão preponderantes na ampliação da União Européia a partir de 1º de maio. Muitos setores econômicos sofrerão efeitos de adaptação, transferindo, por exemplo, certos tipos de empregos para o Leste Europeu. Contudo, as maiores chances de exportação também contribuirão para criar novos empregos na Alemanha.

Política salarial: Para as negociações salariais, os analistas recomendam aumentos calculados com base no índice de produtividade, deduzido de 0,5 ponto percentual. A correção monetária seria pela taxa-alvo do BCE. A flexibilização da jornada de trabalho muito contribuiria para garantir empregos, não devendo ficar restrita aos acordos vigentes nos setores metalúrgico e eletro-eletrônico.

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