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Economia

Berlim corrige previsão de crescimento

O governo alemão confirmou o que haviam previsto os principais institutos de pesquisa econômica e o Fundo Monetário Internacional: o crescimento econômico ficará aquém do esperado este ano e no próximo.

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O governo alemão corrigiu para baixo sua previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto): 0,5% em 2002 e 1,5% em 2003, anunciou o Ministério da Economia e do Trabalho, nesta quinta-feira (31), em Berlim. O prognóstico atual previa 0,75% e 2,5%, respectivamente. A inflação deverá ser de 1,5%. O mercado de trabalho irá lucrar aos poucos com a reativação da conjuntura. A previsão contém ainda os seguintes dados:

  • Demanda interna: queda de 1% este ano, aumento de 1,5% em 2003
  • Consumo privado: queda de 0,5% em 2002 e aumento de 1,5% em 2003
  • Consumo estatal: aumento constante de 1% em cada ano.
  • Investimentos: Os investimentos dos setores público e privado em infra-estrutura, máquinas e instalações, que tiveram uma queda de 4,5% este ano, devem aumentar 1,5% em 2003.
  • Exportações: aumento de 1,5% (2002) e de 5,5% (2003)
  • Importações: queda de 2,5% em 2002 e aumento de 5% no ano próximo ano.

    As previsões do governo coincidem aproximadamente com as dos principais institutos de pesquisas econômicas do país. Em seu relatório apresentado este mês, eles calcularam um crescimento do PIB de 0,4% este ano e de 1,4% em 2003.

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) também corrigiu para baixo sua previsão de crescimento para a Alemanha: 0,5% em 2002 e para 2003 foi mais otimista: 1,75%. "A conjuntura alemã está em "frágil recuperação", constata o FMI. "O fraco crescimento da economia mundial, a queda nas bolsas e das atividades nos mercados financeiros, bem como a planejada consolidação da política fiscal" impediriam uma recuperação mais rápida e forte.

    Pessimismo entre o empresariado

    O setor privado alemão é mais pessimista e não conta com a breve superação da "crise" da conjuntura. O crescimento econômico no país não passará de 1% no próximo ano, segundo Dieter Hundt, presidente da Confederação Alemã dos Empregadores, e a Confederação das Empresas Alemãs (BDI), numa avaliação logo após a apresentação do programa econômico do novo governo Schröder, em meados de outubro.

    "A indústria alemã está muito preocupada com o andamento da conjuntura", segundo Michael Rogowski, presidente da BDI. "Se o clima sombrio se consolidar, vai acabar paralisando totalmente a indústria, cuja recuperação está começando a se delinear", acrescentou.

    Avaliação setorial

    As perspectivas para o próximo semestre são avaliadas de forma bastante pessimista por vários setores, verificou uma pesquisa entre empresários realizada esta semana pelo jornal Die Welt. O novo pacote de austeridade do governo irá inibir investimentos, é a opinião predominante. O setor da construção civil, em crise há vários anos, conta com "o pior inverno desde 1995". A queda do faturamento, que foi de 7,8% até agosto, deve prosseguir. O comércio espera uma queda de 2,5%, mesmo que as vendas aumentem no Natal. Construção civil e comércio esperam um novo recorde de falências em 2002.

    Já a indústria automobilística teme os planos do governo de aumentar os impostos sobre os carros oficiais. "Esse novo imposto é um veneno para a conjuntura do setor", diz a Federação das Indústrias Automobilísticas Alemãs (VDA) e especialistas não excluem uma queda do faturamento em 2003. O comércio exterior está em melhor situação e a construção de máquinas conta com um aumento de suas exportações e um crescimento de 5% de seu faturamento em 2003.

    Investimentos em banho-maria

    Como as perspectivas não são das melhores, a maioria das 30 empresas alemãs cotadas no DAX, o índice da Bolsa de Frankfurt, pretende manter em nível baixo seus investimentos no próximo ano, ou até diminuí-los. Esse é o caso da Bayer, que irá manter as amortizações no mesmo nível dos investimentos. O fabricante de componentes eletrônicos EPCOS irá investir menos do que as amortizações. O Commerzbank também irá apertar o cinto e a Lufthansa, que aumentará ligeiramente seu orçamento de investimentos é uma das exceções.

    Apesar do desânimo entre os empresários, a Alemanha não se encontra em deflação nem em recessão, ressaltou o vice-presidente do Banco Central Alemão, Jürgen Stark, na quarta-feira (30). Como a expectativa de crescimento econômico para 2003 é inferior a 2%, "oscilamos à beira de uma estagnação, mas não de uma recessão", disse Stark, que criticou as exigências de afrouxamento da política monetária de parte do Banco Central Europeu, a fim de dar impulso à conjuntura na Alemanha. "Resolver problemas conjunturais não é a função da política monetária", afirmou.