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Alemanha

Berlim cobra punição por mentira sobre morte de refugiado

Governo da cidade-Estado exige que o voluntário responda na Justiça por ter inventado história de que sírio teria morrido na fila do serviço social. Polícia afirma, porém, que ele não cometeu nenhum crime.

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Refugiados aguardam em fila de atendimento do Lageso, em Berlim

O secretário do Interior de Berlim, Frank Henkel, cobrou nesta quinta-feira (28/01) medidas jurídicas contra o trabalhador voluntário que inventou a morte de um refugiado depois de uma longa espera na fila do Departamento Estadual de Saúde e Assuntos Sociais (Lageso, na sigla em alemão).

Na noite de quarta-feira, o voluntário confirmou à polícia ter inventado a história. Pela manhã, ele havia divulgado pelo Facebook a suposta morte de um refugiado sírio de 24 anos, que teria morrido devido a uma longa espera em frente ao Lageso.

Deutschland Diana Henniges von der Initiative Moabit hilft

Henniges: "Cometemos um erro"

O voluntário publicou que o homem estava doente e teve um ataque cardíaco dentro de uma ambulância, onde morreu. Todos os fatos relatados pelo voluntário são mentira.

Apesar da cobrança do governo de Berlim, a polícia afirmou que o voluntário não cometeu nenhum crime ao inventar a história e que ele foi ouvido na condição de testemunha no caso. A polícia também se recusou a divulgar detalhes do depoimento, afirmando que não há nenhuma investigação contra o voluntário.

Pessoas ligadas à iniciativa Moabit Hilft, para a qual o voluntário trabalha e que confirmou a suposta morte, mostraram-se chocadas com a história. A porta-voz Diana Henniges reconheceu que o grupo cometeu um grande erro. "Em alemão bem claro: nós fizemos besteira", afirmou.

Para ela, a Moabit Hilft precisa se profissionalizar e aprender uma lição com essa história. "Não somos uma empresa, mas um grupo de voluntários. Agora teremos que verificar mais e conversar mais uns com os outros", disse Henniges.

AS/epd/dpa/afp

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