Bellevue, o palácio do presidente alemão em Berlim | Conheça os destinos turísticos mais famosos da Alemanha | DW | 05.12.2009
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Turismo

Bellevue, o palácio do presidente alemão em Berlim

O elegante Palácio Bellevue é a residência oficial do presidente da Alemanha. Construído entre 1784 e 1787, edifício em estilo clássico já teve várias funções durante sua história.

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Fila na reabertura do palácio presidencial, após reforma

O Schloss Bellevue ou Palácio Bellevue é uma verdadeira atração turística de Berlim. Projetado pelo arquiteto Phillipp Daniel Boumann e construído entre 1784 e 1787, ele marcou o início do classicismo na Prússia. Hoje, o palácio é a residência oficial do presidente da Alemanha.

Fachada clássica sobre fundamento barroco

Angeleuchtetes Schloss Bellevue, Zapfenstreich von Bundespräsident Johannes Rau

O palácio sob efeitos luminosos

Bellevue foi o primeiro palácio em estilo clássico construído pelos prussianos, pelo menos na fachada, já que sua estrutura ainda tem origem barroca. Situado às portas de Berlim, ele fora concebido em 1875 como residência de verão de August Ferdinand, irmão mais jovem do imperador Frederico, o Grande.

Até o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, residia ali a nobre família dos Hohenzollern, que manteve sua arquitetura inalterada. Durante a República de Weimar, serviu de galeria de arte e, posteriormente, como Museu de Etnologia Alemã.

De 1938 a 1939, os nazistas o transformaram em "hospedaria", sendo que ao fim da Segunda Guerra encontrava-se em ruínas. A reconstrução para servir de palácio oficial da presidência alemã ocorreu entre 1955 e 1959.

Na ocasião, o interior foi bastante modificado, restando na forma original apenas a sala oval introduzida em 1791, por Carl Gotthard Langhaus. Ao sul do palácio, num parque fechado ao público, foi erguido um prédio de escritórios da presidência. Até 1993, o Bellevue servia apenas como "dependência berlinense" do palácio presidencial, que ainda era em Bonn.

Reforma necessária

Schloss Bellevue nach der Renovierung

Elegante interior do Bellevue

O tempo, porém, deixara suas marcas no edifício de três andares, tombado pelo patrimônio histórico. Não eram raras as notícias de elevadores com defeito, vazamentos no teto, falhas no sistema elétrico e audiências oficiais à luz de vela.

A reforma custou 24 milhões de euros. As fachadas, paredes, os jardins e sistemas de calefação, eletricidade e esgoto foram completamente modernizados. Também a cozinha, com espaço para 20 cozinheiros, foi renovada.

Segundo Dieter Kalhoff, funcionário da presidência alemã, o maior desafio durante a restauração foi conciliar as prescrições de proteção do patrimônio histórico com as exigências de segurança e a criação de um ambiente moderno para eventos.

Tecnologia oculta

Schloss Bellevue nach der Renovierung

Ambientes simples escondem alta tecnologia

A maior parte da reforma, porém, fica oculta aos olhos dos turistas – está embutida nas paredes. Parte da sofisticada tecnologia com que o palácio foi equipado está escondida no teto e no assoalho.

O visitante pode dar uma olhada na sala de audiências do presidente, circular pelo salão para "pequenas conferências", a sala de encontro das primeiras-damas e passear nos jardins. No primeiro andar, vê-se um presente doado por um czar russo – uma grande ânfora, decorada com um retrato de Frederico Guilherme 3º.

Passando pelo salão 2, chega-se à sala de música, em que se destaca um piano Steinway. A "grande sala" ao lado, onde termina o giro pelo castelo, oferece lugar para receber festivamente até 160 convidados.

"Creio que o castelo Bellevue tem uma agradável e leve elegância", resume o presidente Horst Köhler. Quem for a Berlim, pode ver in loco se isso confere.

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