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Mundo

Belarus e Suécia travam "guerra dos ursinhos de pelúcia"

Campanha por democracia e direitos humanos desencadeou crise diplomática entre os dois países. Lukashenko expulsou embaixador sueco e acusa Lituânia de cumplicidade. UE estuda resposta.

Diplomatas dos governos da União Europeia estiveram reunidos nesta sexta-feira (10/08) em Bruxelas para discutir a crise diplomática instalada entre Suécia e Belarus por causa de um incidente envolvendo ursos de pelúcia, o que levou a ex-república soviética a expulsar o embaixador sueco do país.

Ao final da reunião, os diplomatas decidiram que uma "resposta clara" a Minsk seria dada dentro de alguns dias, mas descartaram a possibilidade de retirar todos os embaixadores da UE do país.

As relações entre os dois países ficaram tensas depois de uma ação promovida em julho por uma agência de relações públicas. Voando num avião de pequeno porte, ativistas jogaram mais de 800 ursos de pelúcia sobre a capital bielorrussa, Minsk, atados a pequenos paraquedas e portando mensagens em defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos.

Teddybären

Centenas de ursos de pelúcia foram lançados sobre Minsk

Em resposta, o autoritário presidente do país, Alexander Lukashenko, expulsou o embaixador da Suécia na semana passada e outros quatro embaixadores de Estocolmo nesta quarta-feira.

Os governos da UE já tinham tomado medidas contra Belarus em fevereiro, quando chamaram de volta seus embaixadores, após o regime Lukashenko ter expulsado o embaixador da Polônia e o chefe da delegação da UE. Os embaixadores haviam retornado ao país em abril.

Lituânia analisa pedido

Depois de o presidente bielorrusso também ter feito ameaças à Lituânia, as autoridades do país confirmaram nesta sexta-feira que estão analisando uma solicitação do governo de Belarus para investigar declarações feitas pelos ativistas suecos responsáveis pela ação em Minsk. Eles afirmaram ter voado até a capital bielorrussa através da fronteira lituana.

Promotores no país báltico disseram ter sido solicitados a dar assistência legal "para investigar uma possível violação da fronteira, quando uma aeronave leve pilotada por um sueco cruzou a fronteira entre a Lituânia e Belarus". A porta-voz da Procuradoria lituana, Ruta Dirsiene, afirmou que está colhendo evidências e que "a solicitação de assistência jurídica será avaliada".

"A Lituânia não deve ficar como um rato sob uma vassoura. Deve nos responder porque deixarou que seu território se prestasse a uma violação das fronteiras nacionais", acusou Lukashenko, segundo a agência de notícias Interfax. "Se há alguém que não vai achar isso engraçado, é a Lituânia", advertiu Lukashenko.

Ursos de pelúcia e Pussy Riot

Alexander Lukaschenko ARCHIVBILD 2010

Brincadeira tirou presidente Lukashenko do sério

"Se os ursos de pelúcia são uma ameaça ao governo bielorrusso, o regime de Lukashenko deve estar à beira do colapso", provocou Nerijus Maliukevicius, cientista político da Universidade de Vilnius, na Lituânia. Ele também traçou um paralelo entre o incidente dos ursinhos de pelúcia e o processo contra a banda punk Pussy Riot, na Rússia. "Vladimir Putin e Lukashenko estão lutando contra um tremendo mal ─ Pussy Riot e ursos de pelúcia", ironizou.

Assim como Belarus, a Lituânia obteve independência da União Soviética em 1991. Mas os dois países seguiram caminhos muito diferentes desde então. A Lituânia está firmemente ancorada no Ocidente, aderiu à União Europeia e à NATO em 2004.

MD/afp/dpa
Revisão: Francis França

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