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Economia

BCE dá largada a programa de estímulo econômico

Anunciado em janeiro, "quantitative easing" começa a injetar 60 bilhões de euros por mês na zona do euro a fim de estimular crescimento e evitar deflação. Ao todo, 1,1 trilhão devem ser destinados à compra de títulos.

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BCE injeta 1 tri para aumentar inflação

O Banco Central Europeu (BCE) deu início nesta segunda-feira (09/03) a um programa de estímulo econômico que promete injetar 60 bilhões de euros por mês na compra de títulos públicos de países da zona do euro.

O programa de quantitative easing (mecanismo de compra de títulos por um banco central para injetar dinheiro na economia) deve introduzir pelo menos 1,1 trilhão de euros na economia europeia até setembro de 2016.

Anunciado em janeiro pelo presidente do BCE, Mario Draghi,

o programa pretende promover crédito mais fácil a empresas com o objetivo de estimular investimentos e das contratações. A medida faz parte de uma série de esforços anunciados pelo BCE no sentido de afastar a deflação no bloco – situação que pode levar consumidores a adiar compras e, com isso, acabar inibindo a produção e, consequentemente, a criação de empregos.

Países sob pacotes de resgate, como a Grécia, serão incluídos no programa, mas sob critérios adicionais. A meta do BCE é manter a inflação da zona do euro pouco abaixo dos 2%.

"Já observamos um número significativo de efeitos positivos destas medidas de política monetária", afirmou Draghi na semana passada ao anunciar a data em que o programa seria iniciado.

Em janeiro, ao apresentar a proposta, o italiano explicou que, no caso de algum país decretar moratória de sua dívida, apenas 20% dos riscos serão compartilhados entre os membros da zona do euro – 80% serão assumidos pelos bancos centrais nacionais.

Entre os principais oponentes à aplicação do quantitative easing na Europa está o presidente do Banco Central alemão, Jens Weidmann.

Com o lançamento do programa, o BCE tenta obter resultados semelhantes aos observados no Reino Unido e nos Estados Unidos, em um momento em que medidas tradicionais para impulsionar a fraca economia europeia já se mostram esgotadas.

MSB/afp/dpa

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