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Economia

BCE calculou mal demanda de euros

Mais de 90% da quantia de euros já está circulando e 95% das transações são feitas na nova moeda. O Banco Central Europeu admitiu um erro de estimativa e problemas de logística no balanço da introdução da moeda.

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A moeda de 1 euro, frente e verso

O Banco Central Europeu (BCE) subestimou a necessidade de dinheiro vivo, ao lançar as cédulas e moedas do euro, no início do ano, avaliou um de seus diretores. Em entrevista ao jornal da bolsa de valores, Börsen Zeitung, o diretor do BCE Francesco Papadia, responsável pela regulação dos mercados financeiros, admitiu que a demanda aumentou antes do que esperavam as autoridades monetárias. Porém, não havia como prever isso exatamente e a operação foi mesmo assim um sucesso. Para os consumidores a troca das moedas está praticamente concluída.

Três semanas após a introdução do euro como meio de pagamento, mais de 90% da quantidade de cédulas considerada necessária já está em circulação, informou o banco. Cerca de 95% das transações já seriam realizadas em euro. Na Alemanha, onde havia um alto índice de rejeição ao euro, a chegada das cédulas e moedas fez com que aumentasse bastante a aceitação. A última pesquisa indicou que 63% dos alemães aprovam agora o euro e 64% acham que a troca de moeda não significou uma mudança muito profunda. No início de dezembro, o índice de aprovação era de apenas 33%.

Erros de cálculo e problemas de logística

Segundo Francesco Papadia, o BCE partiu do princípio de que a operação de troca das moedas nacionais pelo euro se estenderia por dois meses. Isso, contudo, se consumou logo nas duas primeiras semanas. Por outro lado, o recolhimento das moedas nacionais foi mais lento do que previsto, pois os transportes de valores esgotaram sua capacidade abastecendo o mercado com o euro.

Quanto a falsificações, o Banco Central Europeu informa que foram bem menos do que se previa. Até agora só surgiram no mercado "um número reduzido de cédulas falsificadas por amadores", segundo Papadia, que logo foram identificadas como tal pelos comerciantes.