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Economia

BCE baixa juros para novo mínimo de 0,05%

Medida, que tem como objetivo impedir deflação e estimular economia, surpreende analistas. Crises como a da Ucrânia também são ameaça para a zona do euro.

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Segundo Mario Draghi, decisões não foram unânimes, mas houve "maioria confortável"

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta quinta-feira (04/09) a redução de sua taxa básica de juros para um novo mínimo histórico, de 0,05%, na tentativa de impedir uma desaceleração ainda maior da inflação e assim apoiar a recuperação da economia na zona do euro. Em junho, o BCE havia cortado a taxa básica de juros para 0,15%, então também recorde histórico.

Além disso, o BCE baixou a taxa de depósito, que já era negativa, de -0,1%, fixada em junho, para -0,2%, com o objetivo de desestimular ainda mais os bancos a deixarem dinheiro depositado na instituição.

O BCE decidiu voltar a agir após constatar que seu ambicioso pacote de medidas lançado em junho não teve o efeito previsto. Entretanto, analistas não esperavam que a instituição voltasse a baixar sua principal taxa de juros, pela sexta vez desde 2012.

"A medida foi uma surpresa, não porque não se justifica, mas porque o BCE havia sugerido que as taxas não baixariam ainda mais, já que se concentraria em outras medidas de política monetária", diz Nick Kounis, chefe de análise macroeconômica do banco ABN AMRO.

"Não esperávamos isso de maneira alguma. Dá apoio aos mercados acionários, mas não ao euro", considera Richard Perry, analista da Hantec Markets, de Londres.

Entretanto, a estagnação da economia na zona do euro e uma nova baixa na inflação não deixaram muitas opções ao órgão presidido pelo italiano Mario Draghi. Somam-se a isso os riscos decorrentes de crises internacionais, como a da Ucrânia.

"Em particular, a perda de fôlego da economia pode travar os investimentos privados, e os elevados riscos geopolíticos poderiam ter um impacto ainda mais negativo sobre a confiança dos consumidores e das empresas", disse Draghi.

Segundo o presidente do BCE, as medidas anunciadas nesta quinta-feira não foram aprovadas por unanimidade por seus colegas, mas houve uma "maioria confortável".

Em agosto, a inflação caiu para 0,3% na zona do euro, o nível mais baixo em quase cinco anos e, 0,1 ponto percentual a menos do que no mês anterior. Assim, a inflação ficou longe da meta fixada pelo BCE para garantir a estabilidade dos preços, de cerca de 2%, e abaixo dos agora 0,6% estimados pelo banco para este ano. O prognóstico anterior era de 0,7%.

A tendência volta a aumentar os temores com relação a uma deflação na zona do euro, o que poderia causar estragos no pagamento da dívida e fazer com que consumidores postergassem suas compras à espera de preços mais baixos.

De acordo com as novas previsões divulgadas pelo BCE, o banco espera um crescimento econômico mais baixo para este ano, de apenas 0,9%. Em 2015, a economia deve se recuperar e crescer 1,6%.

LPF/rtr/lusa/dpa

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