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Mundo

BCE analisa ajuda financeira a bancos da Grécia

Instituição discute sobre a manutenção de empréstimos emergenciais para manter a liquidez de bancos gregos, após recusa do Eurogrupo em prorrogar programa de resgate e corrida da população aos caixas eletrônicos.

Autoridades do Banco Central Europeu (BCE) realizam uma reunião extraordinária neste domingo (28/06) para discutir sobre a manutenção dos empréstimos de emergência aos bancos gregos. Há meses, a instituição ajuda o país com créditos para evitar a quebra do setor bancário.

Após o anúncio do Eurogrupo, no sábado, de não prorrogar para além de 30 de junho o programa de resgate financeiro, o BCE tem um papel importante para que os bancos gregos permaneçam abertos e tenham dinheiro disponível, após a corrida dos gregos aos caixas eletrônicos devido ao clima de incerteza sobre o futuro do país.

Caso o BCE corte os empréstimos emergenciais, a disponibilidade de dinheiro já no início da semana que vem será limitada dramaticamente. A concessão de empréstimos pode estar em xeque, já que dependem da existência de um programa de ajuda à Atenas e da solvência dos bancos.

Destino grego

A decisão dos ministros da Economia dos países da união monetária da não prorrogação do programa de ajuda aconteceu horas depois do anúncio do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, sobre um referendo para a população decidir se o país deveria aceitar ou não as propostas do programa de resgate do Eurogrupo à Atenas.

Apesar de o Eurogrupo ter recusado a extensão da ajuda financeira, o Parlamento da Grécia aprovou no sábado a realização do referendo no dia 5 de julho. O BCE faz parte, juntamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia, do grupo de credores internacionais de Atenas.

A decisão do Eurogrupo pode representar o fracasso definitivo das negociações entre Atenas e seus credores internacionais, que já duram cinco meses. O país precisa pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI até o fim do mês ou entrará em default, o que poderá forçar a saída da Grécia da zona do euro ou mesmo da União Europeia, o chamado "grexit".

Algumas autoridades europeias se pronunciaram claramente contra a Grécia e sobre a possibilidade de o país ser forçado a deixar a zona do euro como resultado de sua falência. Para o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, o país "continua sendo membro da zona do euro".

Mas o ministro das Finanças da Áustria, Hans Jörg Schelling, citado na edição deste domingo do jornal austríaco Die Presse, afirmou que a saída da Grécia da zona do euro "parece agora ser quase inevitável". Ele afirmou, ainda, que isso seria possível somente se Atenas perguntasse sobre a saída e os outros países concordassem com o pedido.

FC/rtr/ap/afp/dpa/abr/lusa

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