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Economia

BC Europeu diminui previsão de crescimento econômico

A apenas três semanas da circulação do euro, o Banco Central Europeu reduziu suas previsões de crescimento para os países da União Monetária Européia. Seu relatório também aponta problemas com os orçamentos públicos.

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Wim Duisenberg, presidente do Banco Central Europeu

O Banco Central Europeu (BCE) diminuiu drasticamente sua previsão de crescimento econômico para a zona do euro em 2002, embora conte com uma recuperação da conjuntura. O PIB (Produto Interno Bruto) deverá crescer entre 0,7% e 1,7% na zona do euro, segundo o relatório apresentado nesta quinta-feira, em Frankfurt. Sua previsão anterior, de junho, apontava um valor entre 2,1% e 3,1%.

Este ano, o crescimento será de 1,3% a 1,7%, após 3,4% em 2000. As previsões anteriores apontavam taxas de 2,2% a 2,8% para 2001. As perspectivas só serão melhores em 2003, quando o BCE espera um crescimento real entre 2 e 3% na zona do euro. A economia mundial deverá crescer, então, em torno de 4%. Das exportações partirá o impulso mais forte para reativar a economia da Europa, o que já deve acontecer no ano que vem.

Incertezas e incógnitas - No entanto, o Banco Central Europeu observa que, no momento, qualquer previsão está cercada de muitas incertezas, o que significa dizer que a margem de erro pode ser grande. Se já é difícil precisar quando haverá uma virada na conjuntura, os atentados terroristas de 11 de setembro reforçaram mais ainda as incógnitas. Seus efeitos negativos sobre a economia, porém, estão enfraquecendo.

"Não é de se excluir que a conjuntura econômica mundial não se apresente tão favorável quanto se supõe, ou que haja um forte reaquecimento se diminuírem rapidamente as tensões políticas", pondera o relatório.

Inflação baixa - O BCE conta com um preço baixo do petróleo. Em 2002, ele deve estar 24% abaixo do nível deste ano, o que contribuirá para a estabilidade monetária na zona do euro. A taxa anual de inflação deverá ficar entre 1,1% e 2,1% no ano que vem.

O consumo privado deverá aumentar de 1,2% a 2,2%. "Os gastos de consumo muito contribuirão para o crescimento do PIB no período da projeção, o que refletirá um forte aumento da renda real". Essa tendência será fortalecida pela queda da inflação e a diminuição das alíquotas de impostos em vários países.

Déficit orçamentário - No entanto, a reforma fiscal trará problemas para os orçamentos públicos. Sua situação deverá piorar em toda a zona do euro, o que acontece pela primeira vez desde 1993, observa o BCE, três semanas antes de começar a circular o euro. Isso se deve ao desaquecimento da conjuntura, à falta de disciplina orçamentária (contenção de gastos) e aos efeitos das reformas fiscais.