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Economia

BC: Alemanha superou desaquecimento

Aumento de 0,25% do PIB é indício de uma leve recuperação da conjuntura econômica, diz o Banco Central alemão. Em seu relatório publicado nesta terça-feira ele adverte quanto a vários riscos para a economia mundial.

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O BC divulgou seu relatório em sua sede, em Frankfurt

O PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha aumentou 0,25% no primeiro trimestre, em relação ao último do ano passado, pelos cálculos parciais do Banco Central alemão. "A estabilização no final de 2001 desembocou numa leve fase de recuperação", escreve o BC no relatório de maio, publicado nesta terça-feira (21). No entanto, as bases para este impulso ainda não estariam sedimentadas, dizem seus autores, advertindo contra um otimismo exagerado.

Enquanto o crescimento não tiver uma base sólida, "até mesmo pequenos distúrbios e uma avaliação sombria da conjuntura poderão deixar marcas". Por essa razão, uma eventual alta do preço do petróleo e o resultado das negociações salariais serão de grande importância.

Alta das exportações e fraca demanda interna - A economia alemã logo tirou proveito da reativação da conjuntura mundial. Os impulsos positivos, no primeiro trimestre, vieram principalmente das exportações, enquanto a demanda interna foi fraca. Aumentaram principalmente as exportações aos países fora da zona do euro.

Em contraposição, os investimentos mantiveram-se em baixo nível, sobretudo porque as fábricas não esgotaram sua capacidade. O consumo privado também não merece ser citado entre os fatores que contribuíram para o crescimento. Os consumidores postergaram principalmente as aquisições maiores. Pesquisas de opinião revelaram que o alto índice de desemprego e incertezas quanto à renda futura inibiram o consumo.

Riscos para a economia mundial

A melhora mundial se deve à recuperação da economia norte-americana. "Nesse meio tempo aumentam os indícios de uma reativação cíclica na zona do euro", observa do relatório do Bundesbank, apreciação também confirmada pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Wim Duisenberg, nesta terça-feira, em Bruxelas.

O BC alemão, todavia, advertiu quanto a um agravamento da crise no Oriente Médio e alguns pontos fracos da conjuntura nos EUA, que significariam grande risco para a conjuntura mundial. Trata-se do baixo nível de investimentos das empresas norte-americanas e da superestimação da força do consumo privado.

Além do mais, o alto déficit da balança de pagamentos e as crescentes tendências protecionistas nos EUA, seguidas de outras salvaguardas dos seus parceiros comerciais, constituiriam um risco considerável para o comércio exterior, ameaçando a recuperação econômica mundial.