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Economia

Bayer tem maior prejuízo da história

Apesar de o balancete de 2003 ter sido o pior jamais apresentado até hoje, a Bayer aposta em seu crescimento no setor de saúde.

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A expiração de patente do antibiótico Ciprobay representou enormes perdas para a empresa

A maior reestruturação da história da Bayer, implementada no ano passado, ocasionou ao conglomerado químico alemão o maior prejuízo desde sua fundação, há 140 anos. Correção de valores, amortizações extraordinárias e custos de reestruturação relativos ao planejado desmembramento do setor químico e de grande parte da divisão de polímeros somaram - no balancete de 2003 - perdas de 1,4 bilhão de euros.

Setor farmacêutico doente

Apesar dos pesares, o presidente do conglomerado, Werner Wenning, fala do futuro com otimismo: "Conseguimos reestruturar toda a Bayer na marra dentro de dois anos. A nossa locomotiva prossegue a todo vapor nos novos trilhos." Na avaliação de Wenning, a empresa conseguiu resistir ao processo de mudanças e já estaria prestes a colher os frutos. A meta do conglomerado é elevar a margem de lucro operacional dos próximos três anos em quase 60%.

"No futuro, vamos nos concentrar nos setores de saúde, alimentação e materiais nobres", confirmou Wenning. Mas a preocupação continua sendo o setor farmacêutico. O recolhimento do remédio para redução de colesterol Lipobay já tinha custado ao conglomerado graves quedas de faturamento e reduções de lucro. Como se isso não bastasse, a patente do antibiótico Ciprobay expirou nos EUA neste ano, baixando o faturamento em centenas de milhões de euros. Além disso, com exceção do Levitra, droga para aumentar a potência masculina, outros novos desenvolvimentos da Bayer só vão render resultados dentro de alguns anos.

A cura pelos produtos de saúde

Diante da crise do âmbito famacêutico, o conglomerado está apostando sobretudo em produtos para saúde animal e biológicos, produtos para automedicação e diagnóstico. Com a Aspirina, o Alca-Selzer e artigos semelhantes, o grupo pretende conquistar um mercado maior no próximo ano. Os defensivos agrícolas também representam uma grande esperança do conglomerado.

O setor químico, o menos rentoso do grupo, e grande parte da divisão de polímeros deverão entrar para a bolsa até o início de 2005 como uma empresa independente, denominada Lanxess. Wenning não especificou se isso seria realizado em forma de venda de ações ou de sua distribuição entre os acionistas da Bayer. Uma decisão definitiva só será tomada no segundo semestre deste ano. Wenning confia que a nova empresa vai contribuir para um balancete positivo ainda este ano.

A meta da Bayer para o ano corrente é elevar em mais de 10% seu lucro operacional sem amortizações e o lucro operacional sem efeitos extraordinários. No ano passado, o conglomerado já tinha conseguido aumentar este último índice em 67%, chegando a 1,4 bilhão de euros. Por causa de fatores cambiais, o faturamento caiu 3,6% para 28,6 bilhões de euros.

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