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Esporte

Bayer Leverkusen quebra tradição e descarta brasileiros

Pela primeira vez em 20 anos, nenhum jogador brasileiro faz parte do elenco da equipe, que era um tradicional reduto dos craques verde-amarelos na Alemanha.

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O zagueiro Juan, um dos últimos remanescentes, foi para a Roma

Pela primeira vez desde 1987, o Bayer Leverkusen inicia uma temporada sem nenhum jogador brasileiro no elenco: Athirson, o último remanescente da nação pentacampeã mundial, deixou a equipe nesta semana. Antes dele foram embora Roque Júnior e Juan, este para a italiana Roma.

A quebra de uma tradição de duas décadas é tanto mais surpreendente porque o Leverkusen sempre teve a fama de ser o "clube dos brasileiros" na Alemanha, além de ter sido o primeiro clube alemão a trazer um craque canarinho para o seu elenco: o pioneiro Tita, contratado em 1987.

Lucio, Bayern München gegen Borussia Dortmund, 5. Spieltag Bundesliga

Lucio, ex-Bayer Leverkusen, hoje no Bayern de Munique

É surpreendente também porque craques como Jorginho, Paulo Sérgio, Zé Roberto, Émerson e Lúcio se mostraram apostas acertadas e ajudaram o Leverkusen a se manter no nível dos clubes que disputam competições internacionais. Para o jornal Kölner Stadt-Anzeiger , de Colônia, trata-se do fim de uma era.

Essa é também a opinião do ex-dirigente do Bayer Leverkusen Reiner Calmund, principal responsável pela "política" de contratar brasileiros. "Esse tempo se foi", comentou em entrevista ao site da rede de televisão ARD .

Muito caros

Keyplayer Saison 2005/06 Bayer Leverkusen Athirson

Athirson não emplacou no Leverkusen e volta ao Brasil

Calmund tem uma explicação simples para o Leverkusen não ter nenhum brasileiro no seu plantel para a próxima temporada: eles se tornaram muito caros. "Ficou cada vez mais difícil contratar jogadores de lá. Jogadores brasileiros se tornaram muito caros porque eles têm uma boa fama em todo o mundo. Quando comecei a me interessar por eles, isso era um pouco diferente."

O ex-dirigente lembra que Tita custou 500 mil marcos em 1997, uma bagatela perto dos preços atuais. Já o atual gerente do clube, Michael Reschke, diz que a ausência de brasileiros é apenas "acaso", mas ele concorda que a atual situação não é mais a mesma de 20 anos atrás.

"Continuamos observando com cuidado o mercado brasileiro, mas com o passar do anos ele se tornou cada vez mais difícil", declarou ao Kölner Stadt-Anzeiger . Já para o diretor esportivo, Rudi Völler, a ausência é apenas temporária: "Tenho quase certeza de que teremos um brasileiro na equipe em 2008", afirmou. (as)

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