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Economia

Bayer leva química à bolsa

Grupo alemão quer levar setor químico à bolsa de valores em 2005, para concentrar-se em seus segmentos de saúde, agronegócios e materiais de alto valor. Mudanças vêm tarde, criticam analistas.

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Analistas criticam decisão do presidente Wenning (esq.) como tardia

Depois de mais de cem anos de história, a empresa alemã conhecida em todo o mundo por fabricar a aspirina fará uma reforma profunda em sua estrutura, abrindo mão da maior parte de seu segmento de química e de importantes setores da produção de polímeros. Serão desmembrados 20% da atual Bayer SA.

Dos quatro pilares que formam o conglomerado atualmente, restarão apenas a Bayer HealthCare, de saúde, e a CropScience, de agronegócios. O MaterialScience será um segmento novo, dedicado a materiais de alto valor. A Bayer aposta, desta maneira, na expectativa de lucros com o mercado da saúde.

A falta de interessados na compra da subsidiária de química levou a empresa a decidir-se pelo desmembramento com algumas áreas do setor de plásticos. A nova sociedade, batizada provisoriamente de NewCo, atinge 20 mil funcionários. Em 2005, ela deve ser lançada na bolsa de valores com um novo nome.

Dormiram no ponto

Os analistas de mercado consideram o passo certo, mas tardio. "A decisão acontece com dez anos de atraso", ressalta Alexander Groschke, do banco do Estado da Renânia-Palatinado. "Naquela época, como líder mundial na área farmacêutica, a Bayer tinha melhores chances de encontrar parceiros", concorda Ludger Mues, analista-chefe da Life Science no banco privado alemão Sal Oppenheim, referindo-se ao fato de que a ex-gigante é hoje a 16ª maior do mundo. Até mesmo na Alemanha deixou sua condição de líder na fabricação de medicamentos, sendo superada pela Boehringer Ingelheim.

As pioneiras foram as suíças Sandoz e Ciba-Geigy, que em 1996 fusionaram para criar a Novartis. Os segmentos de química e agronegócios foram desmembrados em empresas diferentes, mais tarde levadas à bolsa de valores.

O exemplo foi seguido pela Hoechst e Rhône-Poulenc pouco depois, com o surgimento da Aventis. A diferença fundamental da Bayer em relação aos dois exemplos acima é a crise enfrentada pela empresa. Não só o escândalo com o medicamento Lipobay, também a linha de produção "parece um buraco negro", assinala Groschke: "Muita coisa tem de acontecer no aperfeiçoamento da rentabilidade." A não ser o Levitra como concorrente do Viagra, no momento não há muito a oferecer, acrescenta Mues.

Problema alemão

De fato, a indústria farmacêutica alemã enfrenta grandes problemas para garantir sua competitividade no mercado mundial. O chefe da seção alemã do Boston Consulting Group lamenta que, do ponto de vista internacional, o país tenha apenas algumas empresas de porte médio.

Dieter Heuskel cita a Schering, Altana, Merck, Boehringer Ingelheim e o segmento farmacêutico da Bayer e sugere uma consolidação regional de onde um saia fortalecido, capaz de competir no cenário mundial. Segundo ele, continuar apostando individualmente em nichos de mercado é a estratégia errada.

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