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Economia

Bayer compra divisão da Roche por 2,38 bi

Grupo alemão muda mais uma vez sua estratégia e quer assumir liderança mundial na venda de remédios isentos de receita. Fusão envolve quatro fábricas e 6700 funcionários em 120 países.

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Funcionário da Bayer na produção de comprimidos

O grupo químico-farmacêutico alemão Bayer comprou por 2,38 bilhões de euros a divisão da rival suíça Roche que fabrica remédios vendidos sem receita médica. Os recursos líquidos do grupo Bayer – 2,6 bilhões de euros no final do primeiro trimestre de 2004 – são "uma base sólida" para a compra, disse o presidente da empresa, Werner Wenning. "Nosso objetivo é assumir a liderança mundial na venda de medicamentos que não precisam de prescrição médica", acrescentou.

Atualmente, a Bayer ocupa a sexta posição no ranking mundial de venda de remédios isentos de receita, com um faturamento anual de 1,4 bilhão de euros, enquanto a Roche está em oitavo lugar, faturando cerca de um bilhão de euros por ano. As vendas anuais das duas empresas combinadas neste setor poderão chegar a 2,4 bilhões de euros (US$ 2,98 bilhões), e o grupo irá empregar 6700 funcionários em 120 países. A fusão ainda precisa ser aprovada pela autoridade antitruste.

A aquisição do chamado setor OTC ( over the counter) – vendas diretas no balcão – da Roche significa mais uma mudança de rumo da Bayer, que começou a repensar sua estratégia empresarial em 2001, quando foi obrigada a tirar de circulação o Lipobay, remédio contra o colesterol com perigosos efeitos colaterais.

Reestruturação e sinergia

O grupo alemão, então, procurou sem sucesso um novo parceiro para o ramo de produtos farmacêuticos. Mais tarde, ameaçou até vender essa divisão, considerada pequena demais para concorrer no mercado internacional. No final de 2003, numa completa reestruturação do conglomerado, a tradicional divisão de químicos e parte do departamento de plásticos foi terceirizada e levada à bolsa de valores. Restaram as divisões HealthCare (saúde), CropScience (alimentação) e MaterialScience (materiais inovadores).

Agora, a Bayer novamente amplia seus negócios na área de saúde, ao assumir os 50% de participação suíça na joint venture OTC, fundada em 1997, (os outros 50% são da Bayer nos EUA), bem como cinco unidades de produção da Roche, localizadas nas cidades de Grenznach (Alemanha), Gaillard (França), Pilar (Argentina), Casablanca, (Marrocos) e Jacarta (Indonésia). A sede européia dessa divisão, com 100 funcionários, será transferida da Alemanha para a Suíça para economizar impostos. A Roche, no entanto, irá conservar sua participação no laboratório japonês Chugai Pharmaceutical.

A HealthCare AG da Bayer tem um total de 34.600 funcionários em todo o mundo e um faturamento anual de 8,9 bilhões de euros. A Bayer fabrica, além da famosa Aspirina, remédios como o antiácido Alka-Seltzer e as vitaminas One-A-Day. A Roche fabrica o analgésico Aleve. A compra da OTC, com o pagamento imediato de uma parcela de 300 milhões de euros, deverá reduzir os lucros da empresa alemã em 0,25 euro por ação em 2005. A previsão é de que a fusão tenha efeitos de sinergia de 100 a 120 milhões de euros por ano e que a compra traga resultados positivos a partir de 2006.

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