Bayer ameaça transferir produção da Alemanha para emergentes | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 07.08.2011
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Mundo

Bayer ameaça transferir produção da Alemanha para emergentes

Segundo presidente do grupo, a dificuldade está principalmente no alto custo de energia na Alemanha. Emergentes como Brasil, Índia, Rússia e China são nova aposta – mais de 2500 vagas serão criadas nestes países.

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Vendas nos emergentes registraram maiores altas

A gigante da indústria química e farmacêutica Bayer ameaça transferir a produção da Alemanha para outros países, se os custos com energia na Alemanha continuarem aumentando. A medida está ligada à decisão do governo alemão de acabar com seu programa nuclear até 2022, o que acarretaria maiores despesas para o grupo nos próximos anos. A Bayer emprega 36 mil pessoas no país.

Em entrevista à revista alemã WirtschaftsWoche, o presidente da Bayer, Marijn Dekkers, afirmou que a empresa pretende criar mais de 2500 novos empregos em países emergentes, como Brasil, Índia, Rússia e China. Segundo o último relatório financeiro divulgado pela empresa, estes mercados – definidos como Ásia/Pacífico (excluindo Japão, Austrália e Nova Zelândia), América Latina, Europa Oriental, África e Oriente Médio – contribuíram significativamente para o crescimento das vendas no primeiro semestre deste ano.

Dekkers avaliou ainda que, a despeito da crise na Europa e nos EUA, a conjuntura mundial demonstra tendências positivas. Ele ressalta que na China não há sinais de um possível "estouro de bolha".

Alemanha "menos atraente"

Em seu o relatório financeiro, a Bayer reforça que os dados positivos registrados nos países emergentes compensaram o fraco desempenho obtido na Europa Ocidental e na América do Norte.

Marijn Dekkers Der Vorstandsvorsitzende der Bayer AG

Dekkers: 'é importante nos mantermos competitivos'

Segundo Dekkers, a Alemanha está ficando "menos atraente" para indústrias químicas que consomem bastante energia. O executivo calcula ainda que a energia na Alemanha seja atualmente a mais cara na União Europeia.

As divisões química e de materiais sintéticos da empresa vêm, portanto, dirigindo seus investimentos para a China, onde o grupo começa a apresentar os maiores índices de crescimento.

"Para nós, é importante nos mantermos competitivos frente a produções de outros países. Caso contrário, multinacionais como a Bayer começam a pensar em transferir sua produção para países com menor custo energético", disse Dekkers.

Sua avaliação é sustentada por Robert Hoffmann, presidente da empresa de telecomunicação 1&1. "Há muitos encargos, que aumentam injustamente o preço da energia", explicou Hoffmann à WirtschaftsWoche. A energia hidráulica utilizada pela 1&1 vem da Noruega, mas a empresa é, mesmo assim, obrigada a pagar taxas na Alemanha relacionadas à lei da energia renovável.

Em novembro passado, a Bayer anunciou um programa radical de redução de gastos, com o corte de 4500 mil vagas de emprego – 1700 mil delas na Alemanha. A medida foi uma reação à acirrada concorrência dos fabricantes de genéricos de baixo custo e aos cortes nos sistemas de saúde de diversos países industrializados.

MS/rts/afp
Revisão: Soraia Vilela

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