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Alemanha

Baviera abre centro para refugiados dos Bálcãs

Locais de acolhimento de migrantes de países do leste europeu considerados "seguros" visa acelerar processos de deportação. Autoridades afirmam que migrantes recém-chegados da Hungria não serão enviados de volta.

A Baviera abriu nesta terça-feira (01/09) na Baviera o primeiro centro de acolhimento para requerentes de asilo provenientes dos países dos Bálcãs. A medida, que recebeu críticas em toda a Alemanha, visa facilitar a deportação de refugiados aos países considerados "seguros".

O centro foi erguido em instalações militares desativadas próximas à cidade de Ingolstadt, com capacidade para atender a 500 migrantes do leste europeu. Os cadastrados deverão aguardar no local até serem deportados para seus países de origem, sob a justificativa de que eles não teriam direito de pedir asilo na Alemanha.

Cerca de 1.500 requerentes de asilo deverão passar pelo centro em Ingolstadt e outros dois semelhantes, no futuro próximo. As agências do governo responsáveis por lidar com a imigração irão trabalhar em conjunto, para que as deportações transcorram rapidamente.

Segundo estatísticas do governo federal alemão, dos quase 200 mil pedidos de asilo recebidos entre o início de janeiro e o final de julho deste ano, 15,3% – cerca de 30 mil – foram de pessoas oriundas do Kosovo. Outros 15% dos pedidos foram feitos por albaneses, e em torno de 6% do total, de cidadãos da Sérvia.

O governo bávaro da União Social Cristã (CSU), partido que é o tradicional aliado da União Democrata Cristã (CDU) da chanceler federal Angela Merkel, planeja erguer nos próximos meses o segundo centro exclusivo para refugiados dos Bálcãs, próximo à cidade de Bamberg. Apesar das críticas vindas várias partes do país, a CSU se recusa a voltar atrás na decisão de criar os centros, tomada no mês de julho.

Centenas de migrantes da Síria, Afeganistão e outros países chegaram à cidade bávara de Rosenheim

, na fronteira com a Áustria, nas últimas horas. Os refugiados, provenientes do país vizinho e da Hungria, comemoravam aos gritos de "te amamos, Alemanha!" e "obrigado, Alemanha!".

Migrantes vindos da Hungria não serão deportados

Apesar da regulamentação da União Europeia conhecida como "Diretriz de Dublin" estabelecer que os pedidos de asilos devam ser processados no país europeu em que os requerentes chegaram pela primeira vez, o ministro do Interior da Baviera, Joachim Hermann, anunciou nesta terça-feira, durante entrevista a emissora ZDF, que seu governo não tem a intenção de enviar os recém-chegados de volta à Hungria.

Ele disse não compreender porque Budapeste decidiu repentinamente permitir que um grande número de refugiados partisse em direção à Alemanha, e afirmou que, juntamente com o ministro federal do Interior, Thomas de Mazière, aguarda uma explicação do governo húngaro.

Hermann defendeu a decisão de abrir os centros para refugiados dos Bálcãs, a maior parte dos quais é proveniente de países considerados "seguros" pelo governo federal, como uma questão de "eficiência".

A Europa enfrenta maior movimentação de populações humanas desde a Segunda Guerra Mundial. A Alemanha espera receber um total de 800 mil refugiados em 2015.

RC/afp/dpa/epd

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