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Alemanha

Bate bate coração

O primeiro GP da temporada da Fórmula-1 de 2003, na australiana Melbourne, proporcionou tanto suspense como há muito não acontecia. Isto, não graças às novas regras, e sim em função do caos reinante.

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McLaren-Mercedes na frente da Ferrari

Quem subiu ao pódio, em Melbourne, foi David Coulthard, ladeado por Juan Pablo Montoya e Kimi Käikkönen. Faltou aquele que todos esperavam ver no topo: Michael Schumacher. Pela primeira vez desde 1999, a Ferrari não teve um piloto seu no pódio de uma corrida. O brasileiro Rubens Barrichello, colega de escuderia de Schumacher, abandonou a prova na sexta volta.

Nada como se esperava

"Foi uma corrida caótica pelas circunstâncias", disse Schumi, que vencera na Austrália nos três últimos anos e desta vez só ficou em quarto lugar. "Mas faço questão de dizer que não tem nada a ver com o novo regulamento."

A prova foi marcada pela alternância constante de líderes, principalmente por causa de paradas não previstas nos boxes e das entradas do safety-car. Em boa parte por culpa do tempo, que virou a estratégia de muitas equipes de ponta-cabeça. Muitos carros tinham sido equipados com pneus de chuva, mas a pista, úmida no começo, foi ficando cada vez mais seca, obrigando os pilotos a parar para trocar os pneus.

Um dos primeiros a reagir foi David Coulthard, que providenciou a troca logo na terceira volta. Seu colega de escuderia, Räikkönen, já tinha montado desde o início pneus para tempo seco. O finlandês de 23 anos soube aproveitar a vantagem e manteve durante muito tempo, a partir da metade da prova, a segunda colocação, numa concorrência emocionante com Schumi.

Mas o pentacampeão teve azar, com problemas no sistema aerodinâmico de seu carro. Chegou a dar algumas voltas arrastando uma placa pelo chão, até que os organizadores da prova o mandaram para no boxe por questão de segurança. Do primeiro, Schumi foi parar no quarto lugar.

Depois que Montoya também cometeu um erro, ninguém mais segurou David Coulthard. "Ele é um verdadeiro corredor e soube se aproveitar de toda a sua experiência", disse o chefe de esportes da Mercedes, Norbert Haug. De fato, monotonia foi o que não houve neste GP.

Mais reformas à vista

Ralf Schumacher, que pilota um carro da BMW-Williams, concorda com as mudanças introduzidas pelo novo regulamento: "Acho que tem mesmo muito sentido a nova versão do qualifying, porque no começo nunca acontecia nada e os espectadores ficavam entediados. Agora vai haver mais suspense". Além de mais emoção, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) conta com economias milionárias graças às novas regras.

Para o GP de Silverstone, na Inglaterra, a 20 de julho, devem entrar em vigor outras regras que prometem mudanças radicais, entre as quais a proibição de recursos eletrônicos, tais como controle de tração ou partida automática. Só que as escuderias BMW-Williams e McLaren-Mercedes já protestaram contra as novas regras e anunciaram que vão apelar ao Tribunal de Arbitragem. Ao que tudo indica, esta temporada da F-1 vai ser bem menos monótona do que se esperava.

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