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Alemanha

Base social-democrata quer derrubar Schröder

Um e-mail interno do Partido Social Democrata incitando à destituição do chanceler federal se junta a mostras de insatisfação por parte de dois dos maiores sindicatos alemães.

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Gerhard Schröder perde prestígio por causa de política de reformas

Um apelo de membros da base do Partido Social Democrata (SPD) pela destituição do chanceler federal Gerhard Schröder causou grande inquietação entre seus correligionários. O secretário-geral do partido, Klaus Uwe Benneter qualificou o documento divulgado por e-mail como "vergonhoso e sem nível", defendendo o chefe de governo do que chamou de "uma tentativa maldosa de difamação".

O documento citado na edição de quinta-feira (05/08) do jornal Hannoversche Allgemeine diz, entre outras coisas: "Schröder tem que cair fora – queira ou não queira".

Críticas ao retrocesso social

Paralelamente a isso, os líderes sindicais Jürgen Peters e Frank Bsirske voltaram a manifestar crítica à política da coalização social-democrata e verde, em cartas dirigidas ao presidente do SPD, Franz Müntefering.

Os social-democratas que iniciaram a campanha contra Schröder pretendem exercer influência sobre os candidatos às próximas eleições estaduais e municipais, a fim de que eles se posicionem abertamente contra a política de reformas do governo.

"Nós nos voltamos contra o inacreditável retrocesso social de que seremos vítimas", acusa o documento. Com a "teimosia irresponsável" de Schröder, o SPD estaria "fadado à derrocada"; daí a importância de uma mudança de governante.

Convenções seguram Schröder

A iniciativa da campanha anti-Schröder partiu de um encontro regional dos social-democratas da Renânia do Norte-Vestfália, ocorrido em Colônia no dia 10 de julho passado. Segundo o secretário-geral Uwe Benneter, o documento teria partido de quem se ressente de não desempenhar nenhum papel dentro do partido.

Para ele, quem escreve uma coisa dessas só estaria dando força à oposição e sabotando o trabalho da social-democracia alemã. Benneter reiterou que a legitimidade de Schröder, da cúpula do SPD e de sua respectiva política foi confirmada "em inúmeras convenções do partido".

Sindicatos contra reformas

O presidente do sindicato dos metalúrgicos IG-Metall, Jürgen Peters, reiterou em sua carta a Franz Müntefering que continua achando o programa de reformas Agenda 2010 "economicamente errado e socialmente injusto". Entre as expectativas de grande parte dos adeptos do SPD e a prática política da cúpula existiria "um imenso abismo".

O presidente do sindicato de serviços Verdi, Frank Bsirske, considera a Agenda 2010 "socialmente unilateral e economicamente prejudicial". "Sua falta de êxito e o nítido aumento da injustiça social estão gerando cada vez mais incompreensão e revolta justamente entre adeptos do SPD". Tanto Bsirske quanto Peters saudaram a proposta de um intercâmbio de informação mais intenso feita por Münterfering.

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