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Mundo

Base alemã tem papel central no programa de drones dos EUA, diz imprensa

Sem a base militar de Ramstein, a guerra com drones dos militares americanos não seria possível, afirma um ex-controlador desses aviões não tripulados.

A base militar dos EUA em Ramstein, na Alemanha, teria desempenhado um papel muito mais importante do que o conhecido até o momento no emprego de aviões não tripulados, os chamados drones, de acordo com notícias veiculadas na mídia alemã.

Segundo as emissoras NDR e WDR e o jornal Süddeutsche Zeitung, em Ramstein as imagens captadas por esses aparelhos (cujo uso é polêmico do ponto de vista do direito internacional) são analisadas e comparadas com informações de inteligência.

Além disso, a base aérea situada no estado da Renânia-Palatinado estaria sendo usada como estação retransmissora de comandos de controle para a frota de drones em operação no mundo.

Até agora pensava-se que apenas ataques com drones na África seriam controlados a partir da Alemanha. Após denúncias semelhantes, publicadas pela imprensa alemã no ano passado, o presidente dos EUA, Barack Obama, havia declarado que a Alemanha não é base para o controle de ataques aéreos de drones.

A partir desta semana, a comissão de investigação sobre o escândalo da Agência de Segurança Nacional (NSA) no Parlamento alemão se ocupa também da questão das aeronaves não tripuladas.

Questionado, o governo alemão declarou que o governo dos EUA havia lhe assegurado que missões de aeronaves armadas movidas por controle remoto não decolam nem são comandadas de bases americanas na Alemanha.

US-Luftwaffenstützpunkt in Ramstein

Base americana de Ramstein

As pesquisas da mídia alemã, no entanto, apontam que Ramstein desempenha um papel central no planejamento e controle dos drones no Paquistão, no Iêmen, na Somália e em outros países.

O ex-controlador de drones Brandon Bryant disse às emissoras e ao jornal que, "sem a Alemanha, a guerra com drones dos militares americanos não seria possível" devido à grande distância entre os controladores nos EUA e as áreas de operação das aeronaves.

As informações veiculadas pela mídia alemã se baseiam em documentos militares americanos e no depoimento de Bryant, que foi controlador de drones até abril de 2011 no Novo México, nos EUA.

MD/afp/dpa

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