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Alemanha

Barulho, inimigo dos jovens

A classe médica alemã adverte para os sérios riscos da poluição sonora causada por brinquedos e aparelhos eletrônicos. Um quarto dos jovens ouve mal e 33% terão de usar aparelho de surdez aos 50 anos, o mais tardar.

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As crianças e os jovens torturam seus ouvidos com o alto barulho emitido por brinquedos ou aparelhos eletrônicos. Vinte e cinco por cento dos adolescentes na Alemanha já têm problemas auditivos, adverte a Central Alemã de Esclarecimentos sobre Saúde (Bundeszentrale für Gesundheitliche Aufklärung), por ocasião do Dia contra o Barulho, nesta quarta-feira (28/04).

O silêncio torna-se cada vez mais raro na sociedade moderna, mas as crianças necessitam dele para se desenvolver com saúde, destaca Karl Karst, da associação Ouvir, que estuda o problema. Segundo os especialistas, a quantidade de ruídos aumentou em 30% nos últimos 50 anos. Entre os malfeitores, estão o walkman, aparelho inseparável de grande parte dos jovens, e as discotecas.

O uso excessivo do walkman pode causar a redução precoce da capacidade auditiva porque o volume alto das músicas danifica as células responsáveis pelos sons agudos. Os médicos advertem que ruídos a partir de 85 decibéis, comuns numa rua de médio movimento, já podem causar danos auditivos. Imagine-se então as conseqüências para quem freqüenta regularmente uma danceteria, em que o volume de som começa nos 105 decibéis.

Jovens que ouvem música em alto volume no seu walkman pelo menos duas horas por dia e freqüentam a danceteria uma vez por semana sofrem com o passar dos anos uma redução de cerca de 10 decibéis de sua capacidade auditiva, revelou um estudo.

Quem ouve mal, fala mal

Tanzfläche einer Discothek

Alertadas pelas dimensões do problema, as autoridades de saúde reclamam providências do governo federal, argumentando que as rígidas restrições em relação ao ruído no ambiente de trabalho também deveriam ser aplicadas para os eletro-eletrônicos de entretenimento. Na Suíça, por exemplo, foi criado um sistema de segurança que interrompe a corrente elétrica da discoteca quando o barulho ultrapassa um certo patamar.

Partindo do princípio de que quem ouve mal também fala mal e pode acabar isolado em seu meio social, Karst apela a pais e professores para que ajudem na conscientização das crianças sobre a importância de um bom sistema auditivo.

"O barulho é um dos nossos principais problemas ambientais", esclarece Elisabeth Pott, diretora da Central Alemã de Esclarecimentos sobre Saúde. Sua esperança de reverter este quadro concentra-se num joguinho de computador, distribuído pelo órgão.

Com o jogo Radio 108,8, crianças a partir de 10 anos brincam de técnico de som numa emissora de rádio. Através de várias tarefas e processos interativos, aprendem o funcionamento do sistema auditivo, criam sons, adivinham a origem de ruídos ou produzem música.

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