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Mundo

Barroso: "Tratado constitucional dará mais transparência à UE"

Em entrevista exclusiva à DW-RADIO, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, enfoca a presidência portuguesa do bloco, as negociações com a Turquia, Bush e o processo pós-Kyoto.

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Engajamento pela Europa rendeu a Barroso 'Prêmio do Futuro', entregue em Bonn pelo governador da Renânia do Norte-Vestfália, Jürgen Rüttgers

O presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso, considera muito boa a chance de que no encontro de cúpula de outubro em Portugal seja selado um Tratado de Lisboa, que defina os rumos da União Européia (UE). "O tratado reformador vai permitir aumentar a transparência, a responsabilização das instituições e, portanto, também a sua legitimidade", afirmou.

Sobre as observações do presidente francês, Nicolas Sarkozy, a respeito das negociações para o ingresso da Turquia na UE, Barroso advertiu que sejam respeitadas as decisões tomadas pelo conjunto de países. Segundo ele, questionar decisões anteriores pode colocar em risco a credibilidade da UE.

Ao criticar o discurso "defensivo e pessimista de alguns políticos europeus", Barroso alertou que se deve aproveitar as chances da globalização, tentando influenciá-la com os valores europeus e defendendo os interesses da UE.

DW-RADIO : A presidência portuguesa da União Européia herdou da alemã um mandato para concluir um tratado reformador. Em sua opinião, teremos em outubro um Tratado de Lisboa, depois da clara decisão no último conselho europeu?

Durão Barroso : Há todas as condições para isso. Houve um mandato muito preciso, um grande trabalho, temos de reconhecer, da presidência alemã e de Angela Merkel. Se todos os governos forem leais e respeitarem a palavra que deram, com certeza teremos condições para um acordo político no Conselho Europeu de outubro e para que o tratado seja assinado em Lisboa até o fim do ano.

Sendo um mandato extremamente minucioso, qual é a margem de manobra da presidência portuguesa e quais são os principais desafios que enfrenta?

Penso que a presidência portuguesa está interessada que se respeite o caráter detalhado e minucioso do mandato para que não se reabram questões já politicamente resolvidas. É um trabalho importante de acerto, em grande parte também técnico e jurídico, embora a experiência demonstre que estas questões, quando se discutem tecnicamente, às vezes assumem também dimensão política. O que se espera da presidência portuguesa é que use aquilo que é tradicional na sua diplomacia, que é o sentido de equilíbrio, a vontade de compromisso, a honestidade na procura de soluções consensuais. A Comissão Européia apóia os esforços da presidência para que este acordo seja finalizado o mais depressa possível.

Parece ter havido uma inflexão na posição do presidente francês na questão da Turquia. Está a Europa em condições de corresponder à expectativa que deu a Ancara?

Decidimos todos, incluindo a França, iniciar negociações com a Turquia. Não decidimos que a Turquia será membro da União Européia. A decisão terá de ser tomada mais tarde, se a Turquia está em condições de aderir à UE ou se a Europa está em condições de integrar um país com a dimensão, com os problemas da Turquia.

O que eu tenho pedido insistentemente ao presidente francês, que tem uma posição negativa de princípio quanto à Turquia, é que não obstaculize as negociações. Se isso acontecesse, a credibilidade européia estaria em causa. No futuro, não poderíamos assumir compromissos para com terceiros países porque estes compromissos poderiam ser postos em causa por um novo governo ou um novo presidente que assumisse num dos nossos países.

Continue lendo na página seguinte sobre a transparência na UE, a cúpula com a África e a conferência sobre o clima convocada pelo presidente dos EUA, que terá a participação da Comissão Européia

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