Barroso e Putin trocam farpas ao falar de direitos humanos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.02.2009
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Mundo

Barroso e Putin trocam farpas ao falar de direitos humanos

Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, trocam acusações sobre desrespeito aos direitos humanos após encontro de cúpula em Moscou.

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Durão Barroso e Vladimir Putin

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta sexta-feira (06/02) que a Rússia deve transmitir mais confiabilidade e credibilidade nas suas relações com os países europeus.

A afirmação foi feita após reunião de cúpula em Moscou com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin. Foi o primeiro encontro entre líderes da UE e da Rússia desde o final da crise de fornecimento de gás pela Ucrânia.

Mas as discussões sobre energia acabaram ofuscadas por uma discussão sobre direitos humanos. Durante a entrevista conjunta à imprensa, Barroso criticou a situação dos direitos humanos na Rússia, se referindo ao recente assassinato de um advogado e de uma jornalista em Moscou.

Putin reagiu de forma enérgica e disse que a União Europeia (UE) deveria se preocupar com os seus problemas, citando como exemplos a situação dos imigrantes e as condições de prisões em alguns países da Europa.

Putin declarou ainda que o governo russo não está satisfeito com o tratamento dispensado às minorias russas nos países bálticos. "Eu lhe devolvo essa bola", comentou Putin.

"Não pretendemos dar a impressão de que somos perfeitos", replicou Barroso. Ele disse que o importante é que ambas as partes falem abertamente sobre todos os temas.

Apesar da controvérsia, Barroso e Putin destacaram o interesse mútuo de intensificar as relações entre Rússia e União Europeia e debateram ainda um novo acordo de associações e cooperação entre as duas partes.

Numa reunião prévia con o presidente russo Dimitri Medvedev, Barroso repetiu suas críticas a Moscou pela última crise do gás. Já Medvedev insistiu na necessidade de um acordo internacional na área de segurança energética para evitar que situações semelhantes ocorram. Barroso disse que a UE analisará a proposta russa.

  • Data 06.02.2009
  • Autoria Agências (as)
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