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Mundo

Barroso completa 100 dias sem brilho

Desgaste do presidente da Comissão Européia já começou antes de assumir o cargo. Negociações com o Mercosul, paradas desde outubro de 2004, podem ser retomadas em março.

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Apoio frágil ao programa para geração de empregos na UE

O presidente da Comissão Executiva da União Européia, José Manuel Durão Barroso, completa seus primeiros 100 dias no cargo, nesta terça-feira (01/03), sem apresentar grandes resultados. O conservador ex-primeiro-ministro português já havia desperdiçado boa parte de seu crédito de simpatia antes mesmo de assumir o poderoso posto de chefe da UE, no dia 22 de novembro de 2004.

Devido às intrigas envolvendo o italiano Rocco Bottiglione e outros candidatos a cargos de comissários, a nomeação de sua equipe se arrastou por meses. Meio a contragosto, o Parlamento Europeu acabou aprovando, mas até hoje não parece muito satisfeito com a nova Comissão.

Além disso, Barroso desagradou sobretudo os eurodeputados socialistas ao fazer campanha para seu partido (o liberal-conservador PSD), nas eleições parlamentares do início deste ano em Portugal. Apesar de ter felicitado os vencedores socialistas de seu país, suspeita-se que ele representa mais os liberais e conservadores do que "todos os europeus". Foi uma escorregada que ele poderia ter evitado, porque um erro semelhante já fora cometido por seu antecessor, Romano Prodi, no final de seu mandato, quando este manifestou seu apoio a Silvio Berlusconi na Itália.

Ressuscitar a Agenda de Lisboa

Prodi era considerado competente, mas politicamente fraco. Barroso não esconde o fascínio pelo poder detém em Bruxelas, mas até agora não brilhou com grandes decisões. Prodi, por exemplo, foi responsável pela introdução do euro e a ampliação da EU.

Barroso tenta ressuscitar a chamada Agenda de Lisboa, destinada a transformar a UE na região econômica mais dinâmica do globo. Com mais liberalização, ele quer executar pelo menos uma versão enxuta desse plano, que parece não convencer muito o Parlamento Europeu. Na semana passada, apenas uma minoria apertada dos eurodeputados aprovou o programa de Barroso para a retomada do crescimento econômico e a geração de mais empregos na Europa.

Surgem também os primeiros sinais de sérias divergências entre os membros da Comissão Européia. O motivo seria o número recorde de 25 comissários que partilham as tarefas executivas desde a ampliação do bloco econômico. Nos casos em que há conflito de interesses entre antigas funções exercidas pelos comissários e seus atuais cargos, Barroso quer tomar as decisões pessoalmente.

Negociações com o Mercosul

Brasilianischer Präsident Lula empfängt Spaniens Ministerpräsident José Zapatero in Brasilia

Premiê espanhol, Zapatero, no encontro com Lula em Brasília

Os países do Mercosul esperaram em vão até agora um impulso de Barroso para o fechamento do acordo de livre comércio com a UE. No final de janeiro passado, cerca de 200 empresários reunidos na 5ª Conferência Anual do Fórum Empresarial Mercosul União Européia, em Luxemburgo, fizeram um apelo para a retomada das negociações, interrompidas desde outubro de 2004.

Segundo Ingo Plöger, co-presidente do Fórum Empresarial como representante do Mercosul, "a obtenção rápida de um acordo é importante para dar novo dinamismo a trocas comerciais e investimentos entre as duas regiões".

Depois da recente visita do primeiro-ministro José Luis Zapatero à América Latina, principalmente a Espanha pressiona a UE a retomar os contatos com os sul-americanos. Segundo fontes ligadas à Comissão em Bruxelas, é possível que os dois blocos voltem à mesa de negociação já neste mês de março ou no começo de abril.

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