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Mundo

Barreiras na concessão de vistos para Jornada Mundial

Escândalo dos vistos e medo de imigração ilegal dificultam entrada na Alemanha de participantes da Jornada Mundial da Juventude. Centenas aguardam permissão, apesar da facilitação das formalidades para conceder o visto.

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Megaevento em Colônia não dará chance a oportunistas

Na última Jornada Mundial da Juventude (JMJ), há dois anos, no Canadá, 2300 peregrinos permaneceram ilegalmente no país após o término do evento, conforme disse à Deutsche Welle o porta-voz da comissão organizadora da JMJ na Alemanha, Matthias Kopp.

Para evitar que fatos como este se repitam, o Ministério alemão de Relações Exteriores tomou precauções na concessão de vistos de entrada a peregrinos vindos de países considerados problemáticos. Mas, em geral, as formalidades teriam sido até facilitadas. Dos 800 mil peregrinos aguardados na próxima semana em Colônia, 33 mil vêm de países da América do Sul, África e Ásia, dos quais a Alemanha exige visto de entrada.

Muitos jovens ainda aguardam a permissão de entrada no país, principalmente em Camarões, Togo e Filipinas, salientou Kopp. Após protestos da Igreja filipina, a Alemanha concedeu na última hora a permissão de entrada a mais 43 jovens daquele país, aumentando para 322 jovens a delegação das Filipinas em Colônia. Tentativas de falsificação

Um porta-voz do Ministério do Exterior admitiu tentativas de falsificação para conseguir a permissão nesses países. "Foram entregues documentos falsos e recomendações falsas de padres que nem sabiam do que se tratava quando indagados mais tarde", contou.

Um caso surpreendente aconteceu nas Filipinas, onde os jornais estamparam um anúncio promovendo a chance de aproveitar o evento para ficar na Alemanha de forma fácil e rápida. Em reação, Berlim negou o visto a 600 filipinos. Casos semelhantes ocorreram em Togo e Camarões.

Uma das exigências das embaixadas alemãs era a garantia dos bispos locais de que o candidato a visto realmente participaria da Jornada na Alemanha, retornando para casa após o encontro. Kerstin Hemker, diretora do departamento de vistos na Guiné, por exemplo, confirmou que a Igreja tem feito uma seleção rigorosa: "A imagem da Igreja local é muito importante para os bispos. Por isso são muito atentos na escolha dos jovens".

Longo período de espera Johanna Bejarano Bernal vem da Colômbia, país do qual se precisa de visto para entrar na Alemanha. Ela participa da equipe de 138 voluntários internacionais arregimentados pela organização da JMJ. Embora tenha entregue o pedido de visto com todos os documentos necessários no ano passado à embaixada alemã em Bogotá, recebeu o carimbo apenas cinco dias antes do embarque.

Mesmo assim, o ministério em Berlim garante que a concessão de vistos foi facilitada aos peregrinos. A permissão, por exemplo, é gratuita e vale somente no período de 8 a 24 de agosto. Além disso, não é possível vir a Colônia para passear pela Europa, adverte o ministério.

Em contrapartida, formalidades como a garantia de sustento e de hospedagem durante o megaevento foram abolidas. Estes itens são assegurados pela organização da Jornada, assim como o atendimento médico, desde que o peregrino esteja cadastrado.

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