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Futurando!

Barragens subterrâneas aumentam as colheitas do semiárido brasileiro

Em uma região que sofre com chuvas mal distribuídas ao longo do ano, uma técnica simples ajuda a manter a umidade do solo e pode duplicar a produção agrícola.

Ein Landarbeiter bearbeitet in der Nähe von Brasilia die Felder ohne maschinelle Hilfe (Archivfoto vom 09.072003). Die lateinamerikanischen Länder werden nach Expertenmeinungen besonders mit der Erderwärmung in den kommenden Jahren und Jahrzehnten zu kämpfen haben. Die Menschen müssen dann Bereiche wie die Landwirtschaft an die neue Situation anpassen, um weiterhin ausreichend Nahrungsmittel anbauen zu können. Foto: Fernando Bizerra Jr. dpa (zu dpa KORR-Bericht:Gute Laune und düstere Prognosen vor Klimakonferenz in Buenos Aires vom 26.11.2004)

Landarbeiter in Brasilien Dürre

Apesar de o volume de água do planeta ser constante, alterações no seu ciclo já provocam a escassez do líquido vital em algumas regiões. O Futurando desta semana falou sobre essa situação grave que afeta milhares de pessoas. O Brasil também conhece os problemas do desequilíbrio na distribuição da água. Para amenizar isso,  tecnologias simples, como a construção de barragens subterrâneas em pequenas propriedades, têm mostrado efeitos práticos positivos, especialmente na região do semiárido.

Por lá, as estações do ano se dividem em oito meses secos e quatro chuvosos, o que dificulta a produção agrícola. Conforme explica o engenheiro agrônomo Elder Prado, da Unidade de Semiárido da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), mesmo dentro desse período de chuvas o volume de água não é distribuído com regularidade.

Ele aponta dados significativos: a cada dez anos, produtores locais colhem apenas duas safras de milho e três de feijão que podem ser consideradas boas. “As outras são baixas ou com perda total”. Apesar do risco, o plantio desses produtos faz parte da cultura do semiárido, uma vez que são alimentos comuns na mesa das famílias da região.

Alternativa

As barragens subterrâneas são usadas como uma alternativa para evitar essa quebra na produção – voltada especialmente para a subsistência das próprias famílias. A técnica não é nova. Prado explica que o modelo que a Embrapa ensina aos produtores é uma adaptação de conceitos seculares, passados inicialmente de forma empírica. A empresa organizou material didático impresso que ensina como montar a barragem. O conteúdo também foi disponibilizado na internet.

O agrônomo explica que as barragens não são depósitos para a coleta de água, mas uma forma de manter a umidade nos poros do solo. A construção é relativamente simples, mas a eficácia depende da declividade, tipo de solo, profundidade e salinização. Uma vala profunda e estreita é aberta até atingir uma camada maciça do solo. Dentro dela, é instalada uma lona presa ao fundo que vai funcionar como uma barreira. O solo é recolocado na vala e a cobertura plástica forma um muro de contenção que evita o escoamento da água, mantendo o solo úmido por mais tempo.

A área de influência da barragem depende de sua extensão e da quantidade de chuvas no ano. O agrônomo explica que em anos de precipitação bem distribuída a barragem pode garantir uma segunda colheita. “A primeira é irrigada pelas chuvas do período, e a segunda pelo prolongamento da umidade assegurado pela barragem”, conta.

Custo diluído

O custo para a instalação varia conforme o tamanho, profundidade ou o preço do aluguel de maquinário, mas fica em torno de 5 a 6 mil reais, que acabam diluídos ao longo dos anos. “Temos barragens subterrâneas feitas em 1980 e que continuam funcionando perfeitamente”, lembra Prado.

Na avaliação de Prado, o método é eficaz e pode ser associado a outras técnicas – como a construção de cisternas. “Para o sucesso da agricultura familiar, o importante é maximizar a produção, e as barragens são uma técnica que atende essa finalidade e que pode ser usada também no cultivo de outras espécies ou mesmo frutas”, sugere.

Autora: Ivana Ebel
Revisão: Francis França