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Esporte

Barcelona e Juventus jogam para coroar temporada perfeita

Times são atuais campeões de todos os torneios domésticos e podem conquistar tríplice coroa com título da Liga dos Campeões. Decisão marca reencontro de Luis Suárez e Giorgio Chiellini, após mordida na Copa.

A 60ª final do principal torneio europeu de clubes, que será disputada pela primeira vez na capital da Alemanha, vai celebrar a temporada perfeita, seja de Barcelona ou Juventus. Ambos os clubes conquistaram as respectivas ligas e copas nacionais – com relativa supremacia – e buscam no Estádio Olímpico de Berlim, neste sábado (06/06), a desejada tríplice coroa.

Conquistar as três principais competições da temporada será algo inédito para a "Velha Senhora", que já venceu a Liga dos Campeões em duas ocasiões: em 1996, derrotando o Ajax, da Holanda, por 4 a 2 nas penalidades; e em 1985, quando superou o Liverpool por 1 a 0, na fatídica final no Estádio de Heysel, em Bruxelas, onde 39 torcedores morreram após confusão generalizada iniciada por hooligans ingleses.

Já o Barcelona pode repetir o feito da temporada 2008/2009, quando levantou as taças da Copa do Rei, do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões. O brasileiro Daniel Alves, os espanhóis Xavi Hernández, Sergio Busquets, Gerard Piqué, Pedro Rodríguez e Andrés Iniesta, além do craque argentino Lionel Messi são remanescente daquela conquista. O defensor uruguaio Martín Cáceres, atualmente na Juventus, fazia parte deste elenco catalão.

Solidez defensiva x máquina de gols

Esta é a oitava final de Liga dos Campeões para ambas as equipes – a Juventus ganhou duas e o Barcelona saiu vencedor em quatro decisões. E como não poderia ser diferente quando equipes italianas e espanholas se enfrentam, será um confronto entre a solidez defensiva e o poderio ofensivo.

Em toda a campanha, a Juventus marcou 16 gols – o Barcelona anotou 15 somente na fase de grupos (28 no total). O trio de ataque do Barcelona, apelidado de MSN – iniciais de Messi, Suárez e Neymar – já balançou as redes 120 vezes na temporada, estabelecendo um novo recorde na Espanha. Para efeito de comparação: a Juventus anotou 103 gols.

Para completar, Lionel Messi pode se tornar o único jogador a ser cinco vezes artilheiro da Liga dos Campeões. Basta ele anotar um gol e deixar justamente Cristiano Ronaldo para trás – ambos somam dez tentos nesta edição.

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O trio MSN – Messi, Suárez e Neymar – marcou 120 gols na temporada e estabeleceu novo recorde na Espanha

A missão, no entanto, não deverá ser fácil. Após o golaço de Messi contra o Athletic Bilbao, na final da Copa do Rei, o zagueiro italiano Giorgio Chiellini provocou o craque argentino. "Messi não conseguiria fazer gols como esse na Itália. Na Espanha, o futebol é muito mais ofensivo, enquanto na Itália defendemos muito melhor", analisou, deixando claro que a marcação será dura e no melhor estilo italiano.

Em todo o mata-mata, a Juventus sofreu apenas três gols, mesmo número de vezes que a rede do Barcelona balançou somente no

jogo de volta contra o Bayern de Munique

, pelas semifinais.

A final em Berlim também será especial para o capitão da Juventus, Gianluigi Buffon. Além de a Liga dos Campeões ser o único título que falta em sua carreira, o goleiro italiano retorna ao gramado onde fora campeão mundial, após disputa por pênaltis contra a França, em 2006. Outro remanescente daquele título mundial é Andrea Pirlo. E a decisão deste sábado pode marcar a sua despedida – segundo a imprensa italiana, ele jogará na MLS, a liga americana de futebol, na próxima temporada.

Despedida de Xavi do Barcelona

Seguindo no tema despedida, é fato que a decisão em Berlim é o último jogo de Xavi Hernández com a camisa do Barcelona. O meia espanhol, que atuou mais de 20 anos pelos catalães e conquistou a Liga dos Campeões por três vezes, é o jogador com o maior número de partidas disputadas na história do torneio: 150, ao lado do goleiro titular do Real Madrid, Iker Casillas.

Em homenagem do Barcelona, realizada num auditório do clube, Xavi se emocionou, sorriu e recebeu toda a honraria de um grande ídolo. No discurso de agradecimento, o camisa 6 tentou agradecer a todas as pessoas importantes em sua carreira: roupeiros, companheiros e os tantos treinadores, entre eles Tito Vilanova, que morreu em 2014 devido a um câncer, a quem chamou de "pai".

"Gostaria de agradecer um a um a todos os sócios e torcedores do Barcelona, todos que me deram o seu afeto. Obrigado a todo o Barça", disse Xavi, que pode conquistar em Berlim a sua 25ª taça pelo clube catalão.

Suárez reencontra Chiellini

A disputa entre Juventus e Barcelona marca também o reencontro dos jogadores que provocaram a provavelmente principal polêmica durante a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. O atacante Luis Suárez voltará a estar de frente com o zagueiro Giorgio Chiellini, assim como estiveram na Arena São Paulo, em 24 de junho, quando o uruguaio deu uma mordida no ombro do italiano.

Na época, o Uruguai eliminou a Itália do Mundial, mas Suárez foi banido do torneio e suspenso por quatro meses. "Não terei problema nenhum em dar a mão a Luis Suárez e cumprimentá-lo antes do jogo. Quem me conhece sabe que não guardo rancor", disse Chiellini, tratando de abafar uma suposta polêmica.

Tanto Barcelona como Juventus contam com força máxima. Não há jogadores suspensos – apenas um contundido e duas dúvidas. O defensor Cáceres está fora, com uma contusão no tornozelo, enquanto Andrea Barzagli, da Juventus, e Andrés Iniesta, do Barcelona sentem lesões na coxa e na panturrilha, respectivamente.

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Reencontro de Suárez e Chiellini: mordida do uruguaio foi provavelmente a cena mais polêmica do Mundial de 2014

Prováveis escalações:

Juventus:Gianluigi Buffon; Patrice Evra, Giorgio Chiellini, Leonarod Bonucci e Stephan Lichtsteiner; Claudio Marchisio, Arturo Vidal, Paul Pogba e Andrea Pirlo; Carlos Tévez e Álvaro Morata. Treinador: Massimiliano Allegri.

Barcelona:Marc-Andre ter Stegen; Daniel Alves, Gerard Piqué, Javier Mascherano e Jordi Alba; Sergio Busquets, Ivan Rakitic e Andrés Iniesta (Xavi Hernández); Neymar, Luis Suárez e Lionel Messi. Treinador: Luis Enrique.

Arbitragem:Cüneyt Çakir, da Turquia, auxiliado pelos compatriotas Bahattin Duran e Tarik Ongun.

Local:Estádio Olímpico de Berlim.

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