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Mundo

Barack Obama condena morte de policiais em Nova York

Afro-americano mata dois policiais no distrito do Brooklyn. Assassinato pode estar ligado às mortes de pessoas negras pela violência policial nos EUA. Presidente diz que não há justificativa para as mortes.

O presidente americano, Barack Obama, criticou duramente o assassinato de dois policiais neste sábado (20/12) em Nova York: "Dois homens corajosos não poderão voltar para seus entes queridos em casa e, para isso, não há nenhuma justificativa", declarou Obama segundo comunicado emitido pela Casa Branca.

Anteriormente, um homem havia matado os dois policiais no distrito de Brooklyn, suicidando-se em seguida. Segundo o chefe da polícia de Nova York, William Bratton, os dois policiais estavam dentro de uma viatura quando foram baleados pelo atirador.

Os motivos ainda não são conhecidos. Mas o crime pode ter relação com as diversas mortes de pessoas negras, vítimas da violência policial. De acordo com Bratton, os dois policiais foram "simplesmente assassinados", pegos de surpresa, "sem aviso, sem provocação".

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Policiais foram mortos dentro de viatura

Bratton afirmou que o agressor é afro-americano, se chama Ismaaiyl Brinsley e tem 28 anos. Ele se aproximou do carro e abriu fogo pela janela do passageiro, matando os policiais que estavam sentados nos bancos dianteiros da viatura. Brinsley fugiu então para uma estação de metrô, onde se suicidou com um tiro na cabeça. Antes de matar os policiais, o atirador também matou a sua namorada, disse Bratton.

Anunciou no Instagram

De acordo com o jornal New York Times, o possível assassino pertence a uma gangue criminosa de Baltimore, cidade localizada a 300 quilômetros ao sul de Nova York, onde Brinsley matou sua namorada.

Poucas horas antes, Brinsley havia divulgado no Instagram que queria matar policiais. Na postagem atribuída a Brinsley, a foto de uma arma prateada está acompanhada da legenda: "Eles tiraram um de nós... Vamos pegar dois deles".

A postagem usava hashtags com referências aos nomes de Eric Garner e Michael Brown. Ambos eram negros e estavam desarmados ao ser mortos por policiais. Estas e outras mortes de pessoas negras pela polícia americana provocaram, recentemente, protestos em todo o país.

"O princípio do 'olho por olho' deixa o mundo cego"

Os dois policiais mortos se chamam Wenjian Liu, que havia casado há pouco tempo, e Rafael Ramos, que deixa um filho de 13 anos. Eric Holder, secretário de Justiça dos EUA, afirmou que o ataque mostra os perigos a que a polícia do país está exposta regularmente. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou que se tratava de um ataque "a toda a cidade".

Al Sharpton, ativista de direitos civis dos negros nos Estados Unidos, classificou de "condenável" o uso do nome de Eric Garner e Michael Brown para justificar a violência. No Twitter, Sharpton escreveu: "O princípio do 'olho por olho' deixa o mundo cego".

A família de Eric Garner disse estar consternada com as mortes dos policiais. Em declaração, os familiares de Michael Brown também condenaram os assassinatos.

CA/afp/rtr/dpa