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Economia

Bandeira alemã volta a singrar os mares

Dos 1.500 cargueiros alemães registrados em portos estrangeiros, 100 voltarão a circular com a bandeira rubro-negro-dourada. Vantagens fiscais concedidas pelo governo motivaram a decisão das companhias de navegação.

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Contêineres no porto de Hamburgo

Companhias de navegação e armadores alemães voltarão a içar a bandeira nacional. Este ano, 100 dos 1.500 navios comerciais que haviam transferido seu registro para bandeiras de conveniência exibirão novamente as cores da Alemanha. Isso representará novos empregos para marinheiros alemães.

A companhia ER Schiffahrt, de Hamburgo, foi a primeira a anunciar, esta semana, que voltará a registrar dez dos seus 60 barcos de transporte de contêineres na Alemanha. É assim que os armadores alemães reagem às facilidades tributárias concedidas pelo governo, disse um porta-voz da Federação Alemã de Armadores (VdR).

O novo sistema que criará empregos

Desde 1998, as companhias passaram a pagar impostos conforme a tonelagem da carga. Com a introdução dessa alíquota geral, o novo sistema tributário já não se baseia no faturamento. Por causa de impostos e altos custos na Alemanha, os armadores apelaram para bandeiras de conveniência anos atrás. Essa foi a única maneira de não serem ultrapassados pela concorrência.

Com o novo registro, tais navios terão que ser comandados por oficiais alemães e também levar a bordo mecânicos e aprendizes alemães. Isso deve resultar em 400 novos empregos, calcula a VdR. O problema é que há poucos oficiais alemães atualmente, pelo que o programa para resgatar os navios a portos alemães de registro só alcançará seu objetivo paulatinamente.

Boas perspectivas em 2004

A marinha mercante alemã navegará com vento em popa em 2004. "O crescimento econômico nos EUA e na Ásia, principalmente na China, deu novos impulsos sobretudo ao transporte marítimo de cargas", avalia o presidente da federação, Frank Leonhardt.

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Bandeira alemã hasteada na sede da chancelaria federal, em Berlim

Diante das boas perspectivas para o comércio mundial e também de crescimento econômico na Europa, as companhias de navegação alemãs mandaram construir 246 navios de janeiro a setembro do ano passado. A encomenda, a ser realizada por estaleiros coreanos e chineses, é no montante de 9,4 bilhões de euros.

Marinha mercante alemã: líder em contêineres

As companhias alemãs já detêm a maior frota mundial de cargueiros de contêineres, com uma capacidade de cerca de dois milhões de contêineres standard TEU, com comprimento aproximado de seis metros. Sua parcela do mercado mundial é de 29%. A marinha mercante alemã possui ao todo 2.370 navios com 49 milhões de toneladas. Somente no ano passado, acrescentou 140 à sua frota, com 4,5 milhões de toneladas.

O mercado de trabalho deverá lucrar com o crescimento do comércio mundial. Atualmente, as companhias empregam na Alemanha 18 mil funcionários em terra, número este que deverá aumentar nos próximos anos. A federação atribui as melhores perspectivas também à política naval do chanceler Gerhard Schröder: "O imposto por tonelagem é o principal elemento de uma exitosa política, que ajudará a criar empregos", elogia Leonhardt.

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