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Economia

Bancos e acionistas disputam partilha do KirchGruppe

As negociações para salvar da falência o grupo alemão de mídia Kirch não trouxeram resultado. O que está em jogo são créditos e participações num império de 65 empresas com negócios lucrativos.

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Central do Banco Estadual da Baveira, em Munique, o principal credor do KirchGruppe

O destino do KirchGruppe, às voltas com dívidas de 6,5 bilhões de euros, está por um fio. Fontes ligadas aos bancos divulgaram notícias desencontradas nesta sexta-feira (05) sobre as últimas tentativas de salvar o império de Leo Kirch. Alguns dizem que está tudo em aberto, outros que não há solução e que o pedido de concordata deverá ser apresentado na segunda-feira (08). Fato é que ele ainda não havia sido entregue até o fim do expediente do Tribunal Administrativo de Munique na sexta-feira.

Dirigentes dos bancos credores reuniram-se com o empresário de mídia Rupert Murdoch em Los Angeles, na noite de quinta para sexta-feira. Ao mesmo tempo, houve novas negociações entre credores e investidores, em Munique. Ao que tudo indica, elas também não trouxeram a salvação. A probabilidade de uma concordata teria aumentado de 90% a 95%, apurou a agência alemã DPA, junto a fontes bancárias.

O pôquer entre os bancos e os acionistas

Até agora todos trataram de evitá-la - a empresa, os bancos e os acionistas -, mas as negociações parecem cada vez mais um jogo de pôquer. O que está em jogo é um conceito que garanta o futuro desse império de 65 empresas e quase 10 mil funcionários. Na última fase, as discussões se centraram num crédito de emergência de 100 a 200 milhões de euros. Os bancos exigem que os acionistas participem do pacote de socorro, mas estes não querem pagar e o pôquer continua.

Banco da Baviera seria o grande perdedor - Em caso de concordata, os bancos sairiam perdendo, ao ter que amortizar parte dos créditos. O mais comprometido é o Banco Estadual da Baviera (Bayerische Landesbank), que emprestou ao KirchGruppe mais de 2 bilhões de euros e a maior parte sob garantias não muito sólidas. Como os investidores sabem disso, permanecem irredutíveis e os credores não têm sabido lidar com essa tática. Nos últimos dias, os bancos resolveram partir para a mesma atitude, com o que o impasse foi total. Mas pelo menos isso provocou divergências entre Murdoch e Silvio Berlusconi, cuja empresa Mediaset é um dos acionistas.

A partilha - No fundo, porém, não se trata do crédito de emergência e sim de como o KirchGruppe será dividido, se por partes ou porcentagem. Todos querem o que há de melhor: os canais de tevê Pro 7 e Sat 1 e o lucrativo comércio de direitos de transmissão de filmes e esportes. Pela porcentagem seria mais simples: a metade mais uma ação para Berlusconi e Murdoch, e para os bancos uma minoria de 25% mais uma ação, o que lhes daria direito a veto. Mas no tabuleiro, qualquer jogo é mais lógico do que na realidade.

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