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Economia

Banco para América Latina à venda

Dresdner Bank está tentando se desfazer da sua subsidiária na América Latina, o banco DBLA. As opções planejadas são venda total ou parcial ou ainda uma integração do banco à matriz na Alemanha.

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Central do Dresdner Bank

A notícia sobre a análise impiedosa a que está sendo submetido o Dresdner Bank Lateinamerika (DBLA) foi dada pelo Die Welt, nesta quarta-feira (19), baseado em informações da matriz do grupo em Hamburgo. A venda total ou parcial do banco para a América Latina seria, segundo o jornal alemão, mais um passo na meta do Dresdner Bank de recuar de todas as suas atividades no exterior que não se incluem entre suas operações essenciais, depois que passou por uma profunda reestruturação.

Por esse motivo, o presidente do terceiro instituto de crédito no ranking de bancos alemães, Jan Kvarnström, também preside do conselho administrativo do DBLA desde junho de 2003. Este sueco dirige ainda a Unidade de Restruturação Institucional (IRU), que liquidou para o Dresdner Bank um volume de negócios não estratégicos da ordem de 30 bilhões de euros.

Na segunda-feira (17), o Dresdner Bank já havia confirmado sua retirada parcial do Leste Europeu. O banco planeja continuar acompanhando seus clientes entre as firmas alemãs no exterior e atuar como banco de investimentos. Mas não tenciona mais operar no exterior como um banco nacional.

Prejuízo & reestruturação - Uma retirada da América Latina e não dos negócios de comércio exterior na região seria um corte mais profundo do que o fim planejado de algumas atividades no Leste Europeu. Até porque, enquanto o Dresdner Bank teve até agora 330 funcionários no Leste Europeu, o DBLA tem quase mil na América Latina. As mudanças atuais fazem parte do processo decisivo de reestruturação do banco de Hamburgo fundado em 1906, depois de sofrer um prejuízo de 530 milhões de euros em 2002. O atual presidente do DBLA, Wolfgang Dambmann, eliminou 500 postos de trabalho.

O Dresdner Bank já conversou com vários bancos sobre uma participação na sua subsidiária na América Latina, mas ainda não há conclusão em vista. Caso não se efetue uma participação, restam as opções de vender o DBLA ou integrá-lo à matriz na Alemanha.

Permanece em aberto se haverá novo corte de empregos na central em Hamburgo, que já sofreu muito com o processo de reestruturação. A diretoria argumenta que não pode dizer o que vai acontecer enquanto não houver uma solução concreta.

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