Ballack recusa oferta de enfrentar o Brasil e chama treinador de ″hipócrita″ | Siga a cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 18.06.2011
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Esporte

Ballack recusa oferta de enfrentar o Brasil e chama treinador de "hipócrita"

Depois de ter sido desligado da seleção alemã de futebol, Michael Ballack se recusa a jogar amistoso de despedida contra o Brasil em agosto, dizendo que proposta do treinador Löw é uma farsa. DFB reagiu às acusações.

Joachim Löw e Michael Ballack

Joachim Löw e Michael Ballack

Na última sexta-feira (17/06), o ex-capitão da seleção alemã de futebol Michael Ballack anunciou que não vai disputar o amistoso entre Alemanha e Brasil, planejado para o dia 10 de agosto.

Ao que tudo indica o treinador da seleção alemã, Joachin Löw, pretendia oferecer a Ballack uma saída triunfal, proporcionando-lhe ser membro do "clube dos 100", ou seja, a participação em cem partidas internacionais de futebol pela Alemanha.

O secretário-geral da DFB, Wolfgang Niersbach

O secretário-geral da DFB, Wolfgang Niersbach

"Nós até oferecemos a Ballack que participasse tanto do jogo contra o Uruguai [realizado em maio] quanto contra o Brasil no dia 10 de agosto, para que ele alcançasse o extraordinário número de cem partidas de futebol jogadas pela seleção alemã", disse o secretário-geral da Federação Alemã de Futebol (DFB), Wolfgang Niersbach.

"Mas ele não aceitou o jogo contra o Uruguai dizendo que não se importa com número de partidas de futebol", complementou Niersbach num comunicado publicado no site da Federação.

Para Ballack, tudo isso não passa de uma farsa. Ele não concorda com a ideia de transformar um amistoso – previsto há muito tempo – numa partida de despedida, comunicou o jogador à agência de notícias SID. Ballack acresceu dizendo que deve uma partida de despedida aos fãs, mas que não pode aceitar a proposta do jogo em agosto.

O desligamento

Michael Ballack não gostou da notícia de ter sido afastado oficialmente da seleção alemã – informação divulgada na última quinta-feira pela DFB. A decisão foi resultado de diversas conversas entre o jogador, que atua no Bayer Leverkusen, e o técnico da equipe, anunciava o comunicado da Federação.

Porém Ballack disse às agências de notícias sentir-se injustiçado: "A forma e o conteúdo do comunicado [da DFB] são tristemente reveladores da maneira pela qual o técnico se comportou comigo desde minha grave lesão no último verão", fazendo referência à Copa do Mundo em 2010, da qual ficou fora.

O jogador alemão chamou Löw de hipócrita, quando obteve a oferta de que sua partida de número 99 (e não 100, porque não jogou contra o Uruguai) fosse o amistoso já planejado contra o Brasil.

Reação tranquila

Löw reagiu tranquilamente às críticas do meia que esperava participar em 2012 do Campeonato Europeu de Futebol, previsto para acontecer na Polônia e na Ucrânia. O treinador Löw de 51 anos disse saber o que foi discutido com o ex-capitão da seleção alemã. "Eu sei exatamente o que foi falado durante as minhas conversas com Ballack. Eu não vou mudar de opinião", declarou Löw.

Nem Niersbach nem Löw gostaram das palavras usadas pelo jogador de 34 anos: "Para este tipo de atitude eu não tenho paciência alguma. Muito menos para expressões como hipocrisia e farsa", disse o secretário-geral da DFB, que nas últimas semanas já havia assumido o papel de intermediador entre o jogador e o treinador.

Na opinião de Niersbach, as negociações entre Löw e Ballack fluíram sem grandes problemas e foram justas. "No dia 30 de março, o treinador havia dito claramente ao jogador que não contaria mais com ele", explicou o secretário-geral da DFB.

BR/dw/sid/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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