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Economia

Balanço magro e protestos em Johanesburgo

É bastante magro o balanço da metade da conferência sobre o meio ambiente global em Johanesburgo. Nesse meio tempo chegaram os primeiros ministros e os chefes de Estado e de governo são esperados na segunda-feira (2).

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Zulus protestam em Johanesburgo contra suas condições de vida

No início da fase decisiva da Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, milhares de pessoas protestaram, em Johanesburgo, neste sábado (31), contra a desigualdade econômica e uma trivialidade das metas políticas para o meio ambiente. Representantes da etnia zulu, que perfaz mais de 20% da população da África do Sul, protestaram contra as suas condições de vida indignas.

Balanço magro

No primeiro tempo da conferência, os negociadores só chegaram a um consenso sobre dois temas marginais: reserva global de peixe e produtos químicos prejudiciais à saúde humana. E mesmo estes acordos foram criticados como "triviais" por organizações ambientalistas, como a WWF. Um estabelece a meta vaga de minimizar a influência dos produtos químicos sobre a saúde das pessoas, até o ano 2020.

Os delegados de 191 Nações foram ainda mais vagos na questão da pesca. Seus países se comprometeram a cuidar para que as reservas de peixe, drasticamente reduzidas, possam ser recuperadas até o ano 2015. Sob pressão dos Estados Unidos, ainda foi incluído no compromisso um cauteloso "se possível".

Resistências

Não admira, portanto, que o ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Jürgen Trittin, não pareça eufórico depois de sua chegada a Johanesburgo, na sexta-feira. O político do Partido Verde discorda, todavia, dos que profetizaram um fracasso total da conferência que se realiza dez anos após a do Rio de Janeiro, "pois foram rompidas as resistências contra novas metas em determinados setores."

Os determinadores setores de que falou o ministro são exatamente os acordos sobre as reservas de peixe e os produtos químicos danosos à saúde. Não só Trittin sabe que isso é muito pouco depois de quatro conferências preparatórias e de cinco dias de negociações em Johanesburgo. Por isso mesmo a delegação da União Européia apresentou um documento de 14 pontos, só para falar dos principais. Entre eles estão os temas combate a pobreza, ampliação do uso de energias renováveis, água e redução das subvenções agrícolas. O mandamento é concentração nos pontos essenciais. Caso os delegados não alcancem progressos nas negociações, os ministros têm de lutar por um acordo e, se necessário, até os chefes de Estado e de governo.

Energia renovável

Os Estados Unidos e o Japão, para citar só dois países, continuam rejeitando um acordo com metas obrigatórios para o setor energético. Este é um tema especial para o ministro alemão do Meio Ambiente, que se destacou na luta pelo acordo do governo com o empresariado nacional do setor energético, pelo qual a Alemanha vai renunciar, progressivamente, à energia nuclear.

As negociações em Juhanesburgo emperraram, neste sábado (31), exatamente na questão da energia. Segundo Trittin, os países em desenvolvimento não querem aceitar uma fixação de prazo para metas na ampliação das energias renováveis. Eles queriam apenas mencionar fomentos para fontes alternativas de energia no plano de ação negociado. A proposta do Brasil para um aumento de 10% da quota de energia renovável até o ano 2015 foi rejeitada nas deliberações a nível de ministros.

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