1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Bahrein corta relações diplomáticas com Irã

Depois da Arábia Saudita, pequeno país do Golfo Pérsico também anuncia rompimento de relações com a potência xiita. Motivo é o ataque à embaixada saudita em Teerã.

default

Protesto no Bahrein após a execução do clérigo Nimr al-Nimr

O Bahrein anunciou nesta segunda-feira (04/01) o rompimento das suas relações diplomáticas com o Irã, apenas horas depois de a Arábia Saudita ter feito o mesmo. O governo em Manama ordenou que os diplomatas iranianos deixem o pequeno país do Golfo Pérsico em até 48 horas, informou a agência de notícias oficial BNA.

Segundo um comunicado do governo bareinita, a decisão foi motivada pelos ataques "covardes" a representações diplomáticas da Arábia Saudita no Irã e pela "flagrante e perigosa intromissão" do governo em Teerã nos assuntos internos de países árabes. O Bahrein também vai fechar sua representação diplomática em Teerã.

Logo em seguida, os Emirados Árabes Unidos anunciaram o rebaixamento de suas relações diplomáticas com o Irã para o nível de encarregado de negócios, além da redução do número de diplomatas iranianos no país.

Arábia Saudita

Neste domingo, a Arábia Saudita anunciou o rompimento das relações diplomáticas com o Irã, na sequência das tensões geradas pela execução do clérigo xiita Nimr Baqir al-Nimr pelo regime saudita. O comunicado foi feito pelo ministro saudita do Exterior, Adel al-Jubeir, que justificou a medida como reação à invasão da embaixada saudita em Teerã por manifestantes iranianos.

Jubeir anunciou também que todos os diplomatas iranianos na Arábia Saudita têm de abandonar o reino sunita no prazo de 48 horas. O ministro afirmou ainda que Riad não permitirá que o Irã mine a segurança da Arábia Saudita. "A Arábia Saudita está rompendo laços diplomáticos com o Irã e solicita que todos os membros da missão iraniana saiam [do país] dentro de 48 horas", disse o ministro.

No sábado, o reino sunita

executou 47 pessoas

acusadas de ligação com o terrorismo, entre elas o proeminente clérigo xiita. A maioria era de nacionalidade saudita, com exceção de um egípcio e um chadiano. As acusações incluem a adoção e promoção da ideologia takfiri (extremismo sunita), assassinato, sequestro, fabricação de explosivos e posse de armas.

Dos 47 executados, a maior parte foi condenada por ataques da Al Qaeda na Arábia Saudita há uma década. Quatro, incluindo Al-Nimr, foram acusados de atirar em policiais durante protestos contra o governo. Segundo o governo, as penas visam principalmente desencorajar os sauditas de aderir ao jihadismo.

A execução de Al-Nimr gerou indignação nos países xiitas, principalmente no principal rival regional de Riad: o Irã. Também neste domingo, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, alertou que a Arábia Saudita vai enfrentar uma

"vingança divina"

. No sábado, a Guarda Revolucionária afirmou que a família real saudita sofrerá consequências, e o Ministério do Exterior garantiu que Riad pagará um

"preço elevado"

pela execução do clérigo xiita.

PV/AS/afp/dpa/rtr/lusa

Leia mais