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Alemanha

Bactéria predadora pode ser antibiótico do futuro

Cientistas alemães seqüenciaram o genoma da Bdellovibrio bacteriovorus, que mata e invade outros tipos de bactérias. Por ser inofensiva ao homem, ela poderia ser usada no tratamento de infecções bacterianas.

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Para se reproduzir, a bactéria (amarelo) precisa de hospedeiro

A revista Science deste mês publica uma reportagem que pode revolucionar o mundo da medicina. Um grupo de cientistas do Instituto de Biologia do Desenvolvimento do Instituto Max Plank de Tübingen conseguiu seqüenciar o genoma da bactéria predadora Bdellovibrio bacteriovorus, um microorganismo que ataca outros tipos de bactérias e as destrói.

A partir deste trabalho, que teve participação das universidades de Nottingham (inglesa) e de Bielefeld (alemã) pôde-se verificar como vive e se desenvolve este microorganismo inofensivo ao ser humano, para aproveitá-lo no desenvolvimento de estratégias para tratamentos medicinais.

Como esta bactéria ataca a Eschericchia coli, causadora de sérias infecções em seres humanos, seu mecanismo natural de destruição poderia ser explorado, por exemplo, para fins terapêuticos, servindo de antibiótico vivo.

Stephan Schuster, da equipe de pesquisadores, explica que os antibióticos do futuro não serão feitos a partir de estruturas químicas hoje conhecidas, mas derivados de seqüências de proteínas. O genoma da bacteriovorus pode ser base para isso. O que surpreendeu os cientistas é que, embora pequena, ela tem um genoma relativamente grande.

Vive em vários ambientes

O microorganismo, da variedade HD 100, tem de 0,2 a 0,5 micrômetro de largura e 0,5 a 2,5 micrômetros de comprimento. Foram identificados nele 3,8 milhões de pares de bases, dispostos num cromossomo circular único. Ao todo, os genes da B bacteriovorus podem codificar 3,5 mil proteínas.

A equipe de cientistas descobriu que o ciclo de predação é dividido em oito fases. Além isso, a bactéria sobrevive em temperaturas de 6ºC a 37ºC, embora o ideal seja entre 28ºC e 30ºC. Ela pode ser encontrada em vários ambientes, seja no solo ou na água, e ataca agentes que podem causar doenças em plantas e animais, inclusive seres humanos.

No meio ambiente, a bactéria nada em alta velocidade, tentando localizar sua presa através de receptores químicos. Encontrada a presa, ela inicialmente servirá de hospedeira, pois a Bdellovibrio se grudará em sua membrana.

Com um coquetel de enzimas, ela corrói os lipídios, proteínas e glicídios, perfurando apenas a parede externa da presa. Aninhada no citoplasma, ela espera até que a membrana externa volte a ser fechada, para que a hospedeira continue viva.

Somente então a Bdellovibrio começa a devorar a matriz citoplasmática da hospedeira. Quando as reservas estiverem todas consumidas, a bactéria se divide em até 15 novas bacteriovorus, que iniciam, cada uma, a busca por uma nova hospedeira.

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