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Economia

Bacalhau ameaçado de extinção

Frito ou cozido, o bacalhau está presente em muitos pratos típicos das nações européias. Talvez não por muito tempo, adverte uma pesquisadora da WWF numa entrevista à Deutsche Welle.

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O bacalhau, fresco ou salgado, faz parte dos cardápios de todo o mundo

Grelhado, frito, assado ou cozido, o bacalhau está presente na cozinha portuguesa em mais de 300 pratos diferentes. Seja na Itália, Noruega, Espanha, e até mesmo na Alemanha, o bacalhau continua sendo o peixe de água salgada mais apreciado.

Um estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) da Noruega adverte que o peixe pode estar extinto já daqui a 15 anos. Em entrevista à Deutsche Welle, a autora do estudo, Maren Esmark, disse que nos últimos 30 anos desapareceu 70% da população mundial deste peixe. "Se continuar assim, em 15 anos não haverá mais bacalhau no mercado", adverte a responsável pelo meio ambiente marinho da seção norueguesa do WWF.

Ela baseia-se em pesquisas feitas no Mar de Barents, entre a Noruega e a Rússia, a última região do mundo onde ainda existe uma grande quantidade deste tipo de peixe. Segundo ela, há indícios de que a pesca extensiva no local ameaça a população de bacalhau: "A cota de pesca para a região, nos últimos cinco anos, foi nitidamente superior ao aconselhado pelos cientistas."

Além disso, há indícios de muita pesca ilegal. O terceiro fator de alarme é que a média de idade dos peixes é cada vez mais baixa e eles desovam cada vez mais cedo", observa Esmark.

Exemplos em outras regiões

As conseqüências deste tipo de pesca predatória já podem ser sentidas na costa do Canadá, onde a quantidade do peixe diminuiu drasticamente no início da década passada. Nem a proibição da pesca fez com que os cardumes se recuperassem naquela região.

Embora o bacalhau não esteja extinto do ponto de vista biológico, a quantidade de exemplares é tão pequena que a pesca industrial não vale a pena, lamenta.

Para evitar que isso aconteça nos mares do Norte, Báltico e de Barents, o WWF conclamou os governos da Noruega e da Rússia a tomarem providências para garantir os cardumes de bacalhau em suas águas.

Ela exemplifica com o fato de que, desde 1990, a frota pesqueira da Noruega cresceu cerca de 70%. Mesmo reconhecendo ser um passo difícil para os políticos, Esmark sugere a redução das cotas de pesca no Mar de Barents ao nível sugerido pelos cientistas.

Não só os governos podem ajudar a salvar o bacalhau, também o consumidor. A cientista norueguesa da WWF aconselha que, no ato da compra, se pergunte se o peixe provém de uma área legal de pesca.

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