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Mundo

Bávaros confirmam a tradição

Eleições na Baviera dão mais de 60% para a União Social Cristã (CSU), revelando um claro não à social-democracia de Gerhard Schröder. A vitória esmagadora pode ser o prenúncio das próximas eleições federais no país?

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Stoiber: sorrisos após vitória nas urnas

A televisão alemã mostrou na noite do último domingo (21/9) um exuberante Edmund Stoiber, líder do partido na Baviera, comemorando os dois terços alcançados nas eleições por seu partido. O triunfo da CSU e com isso da União Democrata Cristã (CDU), "facção-irmã", é visto ao mesmo tempo como uma bofetada no chanceler federal, o social-democrata Gerhard Schröder.

Acerto de contas - Os mais de 60% são percentagens recordes até mesmo para a Baviera, conhecida como reduto da CSU. Enquanto o partido do premiê perdeu no estado quase 10% em relação às últimas eleições, a CSU recebeu 9% a mais de votos que no pleito anterior. Trata-se de mais uma amarga derrota para os social-democratas, que já perderam também as eleições nos estados de Hessen, Baixa-Saxônia e Saxônia-Anhalt.

O resultado das urnas é ainda uma espécie de acerto de contas tardio de Edmund Stoiber, derrotado há um ano por Schröder nas eleições federais. E uma prova, para os defensores da facção conservadora, de que os eleitores bávaros estão satisfeitos com seu governo local, há décadas nas mãos do partido.

Questão de princípio - Votar na CSU é, na Baviera, uma questão de princípio. E tradição. Se sempre foi assim, para que mudar? Apoiada na força da tradição, o que a CSU conseguiu em seu reduto foi fazer com que o aval à sua política nas urnas se tornasse ao mesmo tempo um voto contra Berlim. O que, diga-se, deve servir de material de propaganda nas próximas eleições federais, para quando se espera muito provavelmente uma nova disputa entre Schröder e Stoiber.

Apesar das falências históricas de grupos sediados no estado, como Leo Kirch, Grundig ou Fairchild-Dornier, o governo local proclama a quatro cantos a superioridade da economia bávara sobre os outros estados alemães. Mesmo com os altos índices de desemprego, celebra-se em alto e bom som que em outras regiões do país a situação ainda é pior. "Nós somos a parte forte da Alemanha. E eu conduzi a Baviera ao primeiro lugar", proclama Stoiber seu "sucesso pessoal".

"Bavarismo" - Antes de ser um partido aliado à União Democrata Cristã (CDU) – uma das duas principais facções do país – a União Social Cristã (CSU) é um partido bávaro por excelência. Em nenhum outro estado alemão existe um "nacionalismo" semelhante em relação à própria região. Mérito do partido, neste contexto, foi ter-se transformado em símbolo do estado que representa.

"A CSU é a Baviera: ela está tanto para a pesquisa de ponta quanto para o folclore, tanto para a crença no futuro quanto para a preservação das mais antigas tradições", descreve o diário Neue Zürcher Zeitung. Entretanto, se o "bavarismo" exacerbado favorece o sucesso do partido nas urnas locais, dificulta por outro lado sua penetração em outras regiões do país.

Há de se notar que na última disputa entre Stoiber e Schröder, 60% dos bávaros já haviam depositado sua confiança em seu representante social-cristão. O que, no entanto, não fez com que o líder conservador se tornasse o premiê da nação. Afinal, nem só de bávaros é feita a Alemanha.

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