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Mundo

Avião da Malaysia Airlines desaparece entre Malásia e China

Boeing 777 com 239 ocupantes some dos radares uma hora após decolar de Kuala Lumpur, com destino a Pequim. Força Aérea do Vietnã detecta manchas quilométricas de óleo no mar, atribuíveis a uma aeronave acidentada.

Uma aeronave da Malaysia Airlines carregando 227 passageiros e 12 tripulantes desapareceu neste sábado (08/03), próximo ao Mar do Sul da China, num voo que partiu da capital malaia com destino a Pequim.

O Boeing 777-200ER, com mais de 11 anos de voo, perdeu contato com os radares cerca de uma hora após a decolagem, sem que houvesse notificação de mau tempo na região ou de emergência a bordo.

O voo partira de Kuala Lumpur às 12h40, horário local, com pouso previsto para cerca de seis horas mais tarde na capital chinesa. Se confirmado, o acidente será o pior já ocorrido com um Boeing 777, desde que esse tipo de aeronave entrou em operação, há 19 anos.

Aeronaves e navios de diferentes países realizam buscas na região onde o Boeing fez seu último contato, aproximadamente na metade da distância entre a Malásia e o sul do Vietnã. A China e as Filipinas enviaram navios à região do Mar do Sul da China, enquanto os Estados Unidos, Cingapura e Filipinas participam com aviões militares das operações de busca.

Passageiros de 14 nacionalidades

O diretor executivo da Malaysia Airlines, Ahmad Jauhari Yahya, afirmou que o voo MH370 havia contatado o controle de tráfego aéreo pela última vez a 120 milhas náuticas da costa leste da Malásia.

A empresa confirmou que havia passageiros de 14 nacionalidades a bordo, incluindo 154 chineses, 38 malaios, sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses e três americanos.

"As operações de busca e resgate irão continuar enquanto for necessário", afirmou à imprensa o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak. Seu país enviou 15 aviões militares, seis navios da Marinha e três embarcações da Guarda Costeira, na tentativa de encontrar o avião desaparecido.

Indagado sobre eventuais suspeitas de um ataque terrorista, Najib afirmou que seu governo analisa todas as possibilidades, mas que "ainda é cedo para quaisquer conclusões".

"Estamos fazendo tudo em nosso poder para localizar o avião. Fazemos todo o possível para assegurar que todos os ângulos sejam examinados", declarou o ministro malaio dos Transportes, Hishamuddin Hussein. "Estamos aguardando informações precisas das Forças Armadas malaias, que aguardam informações por parte do Vietnã."

Falta de informações aos familiares

Flugzeugabsturz Malaysia

Familiares dos passageiros do voo MH370 da Malaysia Airlines reclamam da falta de informações

O ministro do Exterior da China, Wang Yi, afirmou à imprensa que Pequim está "extremamente preocupado" com o destino dos passageiros. Familiares de passageiros de origem chinesa demonstraram irritação por a Malaysia Airlines mantê-los desinformados. A mídia estatal chinesa também criticou a falta de informações por parte da empresa.

"Não há ninguém da empresa aqui. Eles nos trancaram numa sala e nos disseram para esperar", reclamou um dos parentes no hotel próximo ao aeroporto de Pequim, para onde os familiares dos passageiros foram levados. "Eles sequer nos deram a lista dos passageiros."

Em Kuala Lumpur, a Malaysia Airlines pediu aos familiares que se dirigissem ao aeroporto internacional munidos de passaporte e preparados para voar até o local do desastre. Em torno de 20 a 30 famílias foram mantidas numa sala de espera, vigiadas por agentes de segurança e afastadas dos repórteres. A Malaysia Airlines possui um dos melhores históricos de segurança entre as companhias aéreas da região da Ásia-Pacífico.

Manchas no mar

Aeronaves da Força Aérea vietnamita, que participam dos esforços internacionais de busca e resgate, localizaram duas grandes manchas de óleo no mar, próximo ao local onde o Boeing 777 desapareceu. Com 10 a 15 quilômetros de extensão, cada uma, elas foram avistadas ao largo da extremidade sul do Vietnã.

Não há confirmação de que as manchas proviriam da aeronave desaparecida. No entanto, segundo a Força Aérea do Vietnã, elas correspondem às que os dois tanques de combustível de uma aeronave causariam após uma queda.

RC/rtr/ap

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