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Alemanha

Aventureiro detido pelo gelo

Expedição de alemães pretendia verificar efeitos do aquecimento global no Ártico. Congelamento do mar, entretanto, obriga veleiro a suspender a viagem.

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Arved Fuchs e seu veleiro Dagmar Aaen, no porto alemão de Bremerhaven

Viajando pelas regiões polares há mais de 20 anos, poucos conhecem o Ártico tão bem quanto Arved Fuchs. Além de saciar seu vício por desafios, o aventureiro transfere as observações de suas viagens para o Departamento de Meteorologia Marítima de Hamburgo. Fora isto, o expedicionário transfere suas experiências para a profissão de consultor de empresas, especializado em planejamento de projetos, motivação de equipe e gerenciamento de riscos.

Sua atual missão começou em agosto. Fuchs planejou atravessar pela segunda vez com seu veleiro Dagmar Aaen do Oceano Pacífico ao Atlântico pela chamada Passagem Noroeste.

Diante do constante aquecimento global e especialmente do calor extraordinário na Europa em meados deste ano, o Amyr Klink alemão quis verificar as conseqüências climáticas nos estreitos e mares ao norte do Canadá. Se por um lado ele torcia para completar a travessia em três meses conforme seu cronograma, sem ficar preso no gelo, por outro isto seria sinal dos efeitos na região do aumento da temperatura na Terra.

Fuchs, entretanto, teve sua missão literalmente congelada nos últimos dias. Desde sua largada em 7 de agosto em Dutch Harbor, nas Ilhas Aleutas, Fuchs e os demais sete tripulantes cumpriram o planejamento, fazendo escalas em Point Barrow, no norte do Alasca, na Herschel Island, já no litoral canadense, e em Cambridge Bay, até chegar a Gjoa Haven para a festa do centenário da descoberta da Passagem Noroeste pelo navegador norueguês Roald Amundsen.

Reféns do gelo – No entanto, quando o Dagmar Aaen navegava pelo Estreito de Franklin, o vento virou e o mar congelou retendo a embarcação no dia 14. Nem mesmo o socorro de um quebra-gelo permitiu a continuidade da viagem, pois a massa gelada estava tão densa que se fechava logo atrás do navio e impedia o avanço do veleiro.

Os oito tripulantes já discutiam a possibilidade de uma parte aceitar a oferta da guarda costeira canadense de levá-los até a cidade de Resolute para retornar por via aérea a Hamburgo, enquanto alguns tomariam conta do barco durante o inverno, quando o vento passou para nordeste. O gelo começou a rachar e soltar-se. O quebra-gelo abriu caminho então para fora do estreito e o Dagmar Aaen pode retornar ao porto de Cambridge Bay por conta própria, lá chegando na última segunda-feira.

Agora, Fuchs e seus tripulantes preparam o veleiro para hibernar no gelo canadense. Medida que não foi necessária em 1993, quando o aventureiro fez o mesmo trajeto sem a ajuda de quebra-gelo. Fuchs é esperado na Alemanha em meados de outubro, devendo completar a travessia da Passagem Noroeste somente no próximo verão setentrional.

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