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Eurocopa

Autoridades polonesas prometem segurança máxima na Eurocopa

Quando a Uefa determinou Polônia e Ucrânia como sedes da Eurocopa 2012, não só os estádios, mas também hooligans eram preocupação. Polônia diz ter superado ambos os problemas e promete segurança máxima durante torneio.

No final de abril, a seis semanas do início da Eurocopa 2012, os torcedores do clube da primeira divisão polonesa Lech Poznan tomaram um susto ao serem impedidos de entrar no jogo de seu time contra o Legia Varsóvia. O bloqueio foi ordenado pelas autoridades, com medo de tumultos. A medida foi suspensa no último minuto, depois que os torcedores de ambos os clubes se comprometeram por escrito a se comportarem responsavelmente. "Estas declarações me convenceram. Isso é algo novo e não devemos perder oportunidades como estas", disse o administrador responsável, Jacek Kozlowski.

Pacto contra vândalos

A Polish police man battles with fans after rival fans stormed the field to fight each other after a soccer match between Gornik Zabrze and Legia Warsaw in Zabrze, Poland, on Wednesday, May 10, 2006. Police in riot gear used rubber bullets and a water cannon to disperse the hooligans. Seven people were arrested, and two police officers were injured in the melee. ( AP Photo/Irek Dorozanski)

Hooligans eram grande preocupação na Polônia

Um ano atrás, outro jogo entre as duas equipes chegou às manchetes dos jornais europeus. Naquela ocasião, a final do campeonato polonês terminou em violência desenfreada. Vândalos mascarados invadiram o campo, torcedores de ambas as equipes transformaram o gramado num campo de batalha, devastando o estádio, sob os olhos dos observadores da Uefa. O caos só foi controlado quando a polícia entrou em ação usando canhões de água e balas de borracha. "Os poloneses terão que agir ", disse um representante da Uefa na ocasião.

E os poloneses agiram. O governo do primeiro-ministro Donald Tusk criou um pacto anti-hooligans, juntamente com a Federação Polonesa de Futebol (PZPN). O programa inclui uma lista de medidas para combater a violência nos estádios. Nos últimos meses, foram criadas leis rigorosas, orientadas para a Eurocopa. Proibições à entrada de hooligans nos estádios foram ampliadas, a compra de bilhetes só é possível com um chamado "cartão de torcedor", que inclui uma foto biométrica do portador.

Os estádios também têm controle de acesso equipados com um sistema de vigilância em vídeo. Centenas de policiais e forças de segurança garantem a realização pacífica de cada jogo.

Sem torcedores, não há futebol

"Guantánamo", assim os torcedores apelidaram o novo estádio do Legia Varsóvia, inaugurado há dois anos para a Eurocopa. Os torcedores estão desapontados porque não foram previamente consultados. As torcidas organizadas criticam que a situação só pode ser melhorada se o trabalho for feito com os torcedores e não contra eles. Embora tanto as torcidas como os clubes acreditem na política de tolerância zero quando se trata de hooligans violentos, os torcedores acreditam que deve haver uma política de confiança e responsabilidade. Os torcedores regulares só querem ver os jogos de futebol, e muitos deles estão envolvidos em projetos sociais de longo prazo com o objetivo de banir a violência dos estádios.

Sicherheitskräfte durchsuchen beim Public-Viewing in der ZDF-Arena am Sonntag (08.06.2008) vor der Partie bei der Fußball-Europameisterschaft 2008 der Kroaten gegen Österreich auf der Seebühne in Bregenz in Österreich einen Fan. Foto: Patrick Seeger dpa +++(c) dpa - Report+++

Controles são severos nos estádios poloneses

Também no âmbito dos preparativos para a Eurocopa, esses tipos de projetos foram realizados em vários clubes de futebol poloneses, como Lech Gdansk, Slask Breslau e Polônia Varsóvia. E com sucesso. Enquanto antes os jogos no antigo estádio em Gdansk muitas vezes eram realizados diante de apenas 7 mil espectadores, 35 mil pessoas assistiram ao jogo de abertura da nova arena no verão do ano passado. E tudo transcorreu pacificamente. Mesmo alguns hooligans parecem ter reconhecido que vale mais a pena participar do que promover confusão.

Quem provoca tumultos fica de fora, e sem torcedores não há futebol. "Hooligans são agora uma minoria também na Polônia", disse Dariusz Lapinski, responsável pela torcida do escritório de organização da Eurocopa na Polônia.

Alto nível de segurança

Mas na Eurocopa as autoridades não confiam só na compreensão dos ultrarradicais. "A polícia é capaz de garantir a segurança de todos os jogos", garante o ministro do Interior da Polônia, Jacek Cichocki. Mais de 9 mil policiais irão fazer a segurança direta das cidades que vão sediar o torneio. E toda a polícia polonesa será colocada em alerta durante o campeonato. Nenhum policial poderá tirar férias durante o evento. Além disso, a proteção das fronteiras e as unidades de contraterrorismo estarão de prontidão. As autoridades afirmam que as forças de segurança estão bem preparadas para todas as eventualidades, de ataques terroristas a inundações.

Poland fans celebrate during the Euro 2008 soccer match between Austria and Poland at the official fan zone in front of the historic Hofburg palace in Vienna June 12, 2008. REUTERS/Herwig Prammer (AUSTRIA)

Torneio deve ser evento para toda a família

Os estádio também estão preparados. Todas as entradas estão equipadas com catracas da altura humana e leitores de cartões eletrônicos. Também foi desenvolvido um sistema de identificação de torcedores, que permite manter fora dos estádios torcedores indesejados. Além disso, cigarros e álcool são proibidos nos estádios. A Uefa proclamou a Eurocopa uma zona livre de cigarro, e o Parlamento polonês impôs uma proibição de álcool nos estádios. Sem exceções. Os responsáveis garantem que, numa emergência, o Estádio Nacional em Varsóvia pode ser evacuado dentro de sete minutos.

Tudo soa quase perfeito. Se não fosse por algumas surpresas. As autoridades responsáveis anunciaram algumas semanas atrás que ainda não há um amplo banco de dados de hooligans estrangeiros proibidos de entrar em estádios em seus respectivos países. "Isso também poderia dificultar o trabalho da polícia em garantir a segurança nos estádios e cidades", adverte Jacek Jezierski, chefe do NIK, supremo órgão polonês de controle.

Mas os especialistas estão confiantes de que não haverá tumultos – e não somente durante o torneio como também depois, já que os estádios continuarão a ser utilizados. "Em lugares civilizados as pessoas se comportam diferentemente, elas se adaptam ao lugar e também ficam civilizadas", escreveu um comentarista de Gdansk.

Autor: Elzbieta Stasik (md)
Revisão: Carlos Albuquerque

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