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Futebol

Autoridades fiscais fazem busca e apreensão na sede da DFB

Federação Alemã de Futebol é alvo de investigação por evasão fiscal relacionada a pagamento de 6,7 milhões de euros à Fifa. Dinheiro teria sido usado para garantir Alemanha como sede da Copa de 2006.

Autoridades fiscais alemãs fizeram uma operação de busca e apreensão na sede da Federação Alemã de Futebol (DFB) nesta terça-feira (03/11), como parte de uma investigação por suposta evasão fiscal envolvendo o pagamento de 6,7 milhões de euros à Fifa antes da Copa do Mundo de 2006.

Mais de 50 agentes participaram das buscas, tendo apreendido documentos, computadores e discos rígidos e também vasculhado as residências do presidente da DFB, Wolfgang Niersbach, de seu antecessor, Theo Zwanziger, e do ex-secretário-geral da DFB Horst R. Schmidt. A procuradoria de Frankfurt, onde fica a sede da DFB, afirmou que as investigações estão centradas nos três dirigentes.

"Procuradores em Frankfurt abriram investigações por suspeita de graves evasões fiscais ligadas ao Mundial de Futebol de 2006 e à transferência de 6,7 milhões de euros do comitê organizador da DFB à Fifa", disse o procurador em comunicado.

De acordo com a revista alemã Der Spiegel, o dinheiro teria sido usado para comprar votos a favor da candidatura alemã para sediar o Mundial de 2006. Tanto Niersbach quanto Franz Beckenbauer, chefe do comitê organizador da Copa de 2006, negaram o pagamento de subornos, mesmo tendo admitido a transferência dos 6,7 milhões à Fifa.

Eles afirmam que a Fifa exigiu um pagamento antecipado do comitê organizador para, mais tarde, conceder-lhe uma subvenção de 250 milhões de francos suíços para preparar a competição.

A Spiegel afirma, no entanto, que a candidatura alemã abriu um caixa 2 no ano 2000, que teria sido usado para assegurar os votos a favor da Alemanha como sede do Mundial. Em outubro, Zwanziger confirmou a existência desse caixa 2 e acusou Niersbach de mentir ao afirmar que o desconhecia.

Segundo a Spiegel, o fundo seria bancado pelo então presidente da Adidas, Robert Louis-Dreyfus, que teria injetado nele 10 milhões de francos suíços (6,7 milhões de euros), e que o caixa 2 deveria ser usado para garantir os votos de quatro membros asiáticos do Comitê Executivo da Fifa, responsável pela escolha da sede.

LPF/dpa/sid/efe/rtr

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