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Mundo

Autoridades de Hong Kong removem barricadas de protesto

Decisão judicial determinou que partes de acampamentos sejam removidas para liberar avenidas bloqueadas. Remoção aconteceu sem resistência dos manifestantes que exigem eleições livres a partir de 2017.

Autoridades de Hong Kong começaram nesta terça-feira (18/11) a remover partes dos acampamentos de protesto pró-democracia, cumprindo uma decisão judicial. Os manifestantes que estão acampados desde o final de setembro em zonas estratégicas da cidade querem o direito de escolher livremente os candidatos da eleição em 2017.

Os manifestantes não se opuseram à remoção. Um dos líderes estudantis dos protestos, Joshua Wong, de 18 anos, afirmou que a intenção é "respeitar a decisão da Justiça", acrescentando, porém, que o grupo permaneceria diante da sede do governo, na avenida Tim Mei.

Dezenas de manifestantes recolheram suas tendas sem apresentar resistência, enquanto algumas centenas permaneceram acampadas no bairro Admiralty. A polícia e os oficiais de Justiça têm ordens de remover tanto as barricadas nesse distrito financeiro na ilha de Hong Kong como as do distrito comercial de Mongkok, na península de Kowloon.

O deputado democrata Lee Cheuk-yan acusou as autoridades de "se esconderem atrás da Justiça", numa tentativa de acabar com os protestos, ao invés de negociar com os ativistas. "Nós precisamos de uma solução política. Queremos que o governo negocie, e não uma ação policial", exigiu.

Hongkong Proteste 26.10.2014

Manifestantes estão acampados desde fim de setembro

Negociação negada

Há sete semanas os manifestantes vêm bloqueando as principais vias da cidade. Empresas de transporte privadas também apelaram à Justiça pela remoção das barricadas, alegando que elas têm prejudicado seus negócios.

O grupo acampado exige a renúncia do chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, e eleições livres a partir de 2017. Em agosto, o Congresso Nacional Popular da China determinou que os candidatos para a eleição precisam ser aprovados por Pequim.

Em reação, dezenas de milhares de cidadãos de Hong Kong saíram às ruas, exigindo democracia. Os protestos começaram em setembro pacificamente, porém em meados de outubro a violência eclodiu depois da divulgação de um vídeo, no qual policiais à paisana espancavam um manifestante algemado.

Depois do início da onda de violência, o governo de Hong Kong concordou em conversar com os líderes estudantis do movimento de protesto. Contudo Pequim deixou claro que não iria mudar de posição e, como previsto, os manifestantes saíram de mãos abanando das negociações.

Os protestos iniciados pelos estudantes são considerados ilegais tanto pelo governo chinês quanto pela administração de Hong Kong. Em seu auge, eles chegaram a atrair mais de 100 mil pessoas, mas os manifestantes vêm perdendo o apoio da população com passar das semanas.

CN/dpa/afp/ap

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