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Alemanha

Autoridades alemãs deixaram na gaveta CD sobre grupo neonazista

Serviço secreto alemão tinha CD com material sobre a NSU desde 2005, mas material ficou abandonado numa gaveta. Grupo neonazista é acusado da morte de dez pessoas.

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Beate Zschäpe, Uwe Böhnhardt e Uwe Mundlos, membros da NSU

Mais de cinco anos antes de os três membros da Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU) – grupo neonazista que matou dez pessoas na Alemanha entre 2000 e 2007 – terem sido detidos, o Departamento Federal de Proteção à Constituição (BfV, na sigla original) já dispunha de um CD com as inscrições "NSU/NSDAP", em referência ao partido nazista de Hitler.

O CD estava no arquivo do serviço de inteligência desde 2005, disse uma porta-voz do BfV nesta quarta-feira (01/10), e só teria sido encontrado na última segunda-feira.

Membros da Comissão de Assuntos Internos do Bundestag (câmara baixa do Parlamento) mostraram-se indignados diante da revelação. Seria preciso descobrir agora se se trata mesmo de incompetência das autoridades, teriam dito os políticos, segundo a agência de notícias DPA.

O BfV confirmou que o CD de fato contém material sobre a extrema direita e apresenta a inscrição NSU, mas disse que o órgão não poderia ter constatado "a existência de um grupo terrorista de direita com o nome NSU" a partir dele. O CD está agora sendo analisado pelo Departamento Federal de Investigações (BKA, na sigla em alemão).

A NSU é acusada de ter matado oito pessoas de origem turca e um grego por motivos racistas entre 2000 e 2007, além de uma policial. O grupo também teria realizado ataques a bomba e assaltos a banco. As autoridades tatearam no escuro durante anos, suspeitando, entre outras coisas, que os crimes estivessem ligados a disputas entre facções criminosas.

A existência do grupo terrorista veio à tona somente quando os membro da NSU Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt se suicidaram, em 2011, depois de a polícia os ter rastreado após um assalto a banco.

Na sequência da morte de seus cúmplices, a terceira integrante da NSU, Beate Zschäpe, ateou fogo à casa em que os três moravam e se entregou à polícia. No imóvel incendiado, investigadores encontraram armas e um DVD em que os terroristas confessam os assassinatos. Zschäpe está em julgamento desde maio de 2013.

LPF/dpa/rtr/ap

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